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Denso, terroso, lenhoso. Precioso!
Não é de hoje que sinto-o tão tagarela a me rondar, destilando de suas raízes, a minha força nada branda, branca e visceral. A nossa força, na verdade. Força de gente, de homem e mulher. De bicho, de nichos primitivos, inatos, ancestrais. As nuances me ascendem com doses atemporais o seu real signo telúrico, teus ventos astrais. Teu chakra roda sob meus pés: vetiver.
Ver-te-bem, bem-te-quero!
Há tanto esmero e tantas esperas sem desesperos que confesso ser esse o teu legado. O teu lendário norte de todos nós. Falo dessas ancestralidades virtuosas de quem semeia os passos avulsos, com foco e pés no chão e vai, em cada respiração, plantar a determinação das coisas mais urgentes, das mais imediatas e nem por isso, menos firmes.
O meu coração é campo silvestre, indomável na tua presença. Inaugura teus movimentos, nossos firmamentos astrais.
É que aprendo nesse emaranhado de raízes perfumadas a sua lição e entendo: só o que é essencial enraíza. Finca, fica! E fortalece.
Abstrai as curas de chãos trincados e erosivos, com um coração vasto, farto e alinhavado na semente. Da própria turbulência, a essência. Sou dessas mulheres que conseguem o elixir do dia e com pequenas doses de observação, ver a ti e a mim mesma. E como tanta gente que aprendeu a decifrar a poeira do caminho, como tanta gente forte e sem distinções, acredito sempre nas formas mais naturais de acrescentar habilidade aos olhos da alma, a parir essa resistência, essa resiliência dos terrenos mais inférteis, dos solários mais hostis... e crescer. E dessa teimosia cíclica, agarrar ocultamente a oferenda firme e simplória: as tuas essencialidades mais fluídicas e terrenas, contraditoriamente.
A natureza é mestre. Vetiver é o encaixe e o que tudo amarra. É Gaia e conecta à grande mãe, o centro de cada ser, de cada ente, da semente viva e ventricular. Costura com maestria tantos caminhos sob os nossos pés. Vim te ver, vetiver, só porque me reconheço na sua essencialidade vital e destilo com ventos úmidos de terra molhada, o seu e o meu... o nosso melhor lado: esse de ter que cavar pra conseguir o tesouro das coisas mais bonitas, simples e também etéreas, até.
E dos mais fortes, também, que é pra não desacostumar nossos mediastinos abertos.
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