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| © samara bassi |
[...] Sou os meus pés descalços, minha alma nua, minha lua intrínseca repleta de muitos dizeres. A minha tinta e as minhas pedras contam a minha história. Sou terra e da terra sou ente, parente.
Sou filha de Gaia, da lua e do mato. Sou os meus passos nus na tua estrada de pedras.
Minha natureza é cíclica, não redonda.
Aprendi a respeitar os ciclos e de saber entender que todo renascimento é uma ciranda que nunca termina.
Minha mãe, minha terra, planto meus pés pra te consagrar a vida.
O meu corpo-semente, vibra.
O meu coração é mandala que não finda, só recomeça.
Como tu!
│Samara Bassi│
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