8.6.15

Prece da não-violência

8.6.15
joan perrim-falquet
Me ensina a rever meu lado, o lado do outro, a assumir sem pedras nas mãos, a defender sem dor, a semear amor ainda que me pareça erva daninha outras verdades. E nem sempre são. Nunca são. É que cada um tem o seu terreno particular e nele semeia o que o solo pode frutificar. 
Me ensina a buscar limites nas margens do olhar alheio e não deixar de enxergar todas as vezes e razões que fazem com que eu me afronte sem respeito.
Que eu não invente o mundo de ninguém, mas que eu ordene o meu próprio! Que eu estabeleça meu próprio verbo e saiba calar, mas não para emudecer o meu mundo, mas para ouvi-lo mais e melhor.
Que eu escolha os pares de sapatos não pela embalagem, mas pelo conforto ao andar dos passos.
Que eu me acostume a cobrir meu coração de bem dizer, que eu me contente em primeiro forrar a minha cama de luz e cultivar minha vida com ideias que me fazem sentido. 
Me ensina a não professar o que não me toca o coração e que eu não obriguem a abrirem as portas de quem só escolheu olhar pelas janelas e se sabe ser feliz por isso. Que eu saiba ser feliz, também.
Que eu saiba o meu lugar e caiba, dentro do seu mundo interno sem ferir com pedras as flores de outros quintais.
Porque não há chave que me copia o código d'alma nem telhado que me desabriga quando as minhas verdades se propõem a ser muitas outras, em outras histórias, em qualquer espécie de qualquer natureza, com a mesma força e com o amor de sempre.

~ Om Shanti, Shanti, Shantihi Om ~

│Samara Bassi│



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4.6.15

Meditação de cura

4.6.15
~ guiada por Samara Bassi
livro: saúde perfeita - Deepak Chopra




Hoje, trago para vocês essa meditação poderosa de cura. Retirada do livro 'Saúde Perfeita' de Deepak Chopra — um médico indiano, formado em Nova Deli, também professor e escritor de ayurveda, espiritualidade e do binômio mente-corpo.

Feita com sinceridade e entrega, essa 'medicação' comporta uma intenção infinita de cura, promove o aumento da temperatura corporal, estabelece o fluxo livre da circulação sanguínea pelo corpo físico e do prãna pelos corpos energéticos, nutrindo-os de maneira contínua.

Experimente e venha comigo, fiz com muito carinho.

Sente-se quieto e com os olhos fechados por alguns instantes. Concentre-se em seu coração e agradeça por tudo aquilo por que é grato. Agora mentalize a vontade de extravasar qualquer sofrimento, arrependimento ou hostilidade que possa estar carregando em seu coração ou sua mente.

Por um momento, repita silenciosamente a frase: "Que seja feito." Direcione-a para a sua idéia de consciência universal, seja ela Buda, Ganesha ou o que for. Repita como um mantra: "Que seja feito."

Mentalize o desejo de aquietar seu diálogo interno - e permita que sua atenção percorra seu corpo. Se identificar uma região tensa, mentalize que deseja relaxá-la. Em seguida, concentre-se na respiração. De início, simplesmente observe-se respirando, depois mentalize o desejo de diminuir o ritmo da respiração.

Mova-se conscientemente até o coração. Perceba seu batimento, o som e a sensação. Mentalize para que o ritmo do coração desacelere. Agora, foque a atenção em suas mãos. Sinta a pulsação e o calor que chegam do coração. Mentalize aumentar o fluxo de sangue e a temperatura das mãos.

Leve sua atenção aos olhos. Sinta o pulsar do coração em seus olhos e seu rosto. Permita então que sua atenção se mova livremente pelo corpo. Sinta o calor, o latejar e as pulsações do batimento cardíaco onde quiser. Se encontrar uma parte do corpo que precise de cura, direcione o calor até ela. Se não tem consciência de uma área assim em seu corpo, volte-se para o coração. Leve o calor palpitante de seus batimentos até qualquer ponto que deseje nutrir e curar.


Consciente e mentalizando a área de cura em seu corpo, repita por alguns minutos essas duas palavras como um mantra: "cura e transformação".


Passados alguns instantes, abra os olhos para encerrar a meditação de cura. —Deepak Chopra

~Om Shanti ~

│Samara Bassi│

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16.5.15

Sons do divino

16.5.15
'Aad Guray Nameh_
Jai-Jagdeesh' 

Mantra: do Sânscrito, Man (mente/pensamento) e Tra (instrumento). Os mantras são portanto, importantíssimos instrumentos da mente e estão presentes no Hinduísmo e no Budismo. São palavras de poder e carregadas de energia e vibração. Estão sempre presentes na sua língua-mãe e podem ser recitados ou cantados (Kirtan), em voz alta, sussurrados ou mentalmente. É um chamamento onde o ritmo e a intenção se espalham pelo infinito. Estabelecem um elo com o divino, seja ele qual for pra você e te aproximam, em egrégora e familiaridade, do seu íntimo. Propõem relaxamento, concentração, proteção, invocação, alegria, agradecimento e bem estar. 

Que som você está ouvindo agora?
Consegue perceber o mundo ao seu redor ou está tudo um caos que não se atenta à sua própria respiração?
Ou ainda, consegue distinguir os sons que te rodeiam ou tudo é um murmúrio desencontrado?

Perceba a importância do som nos nossos dias, na nossa vida  e de como ele interfere em nosso corpo, e principalmente, em nossa mente.

Então, eu convido-o a descansar a sua mente e aconchegar o seu corpo dentro de si mesmo, aquietando-o. Resista a tantos movimentos e note então, que ele se mantém leve e sua mente, encontra o seu ponto de equilíbrio, naturalmente.

Repita, como quiser um mantra de sua preferência mas, se não tiver ou não souber de nenhum específico, comece pelo mantra que carrega o som do universo, o som primordial de tudo e a constituição de todos os outros mantras: OM.

Se preferir, você pode utilizar um japamálá (guirlanda/cordão de sussurrar/repetir) que nada mais é do que um cordão de energia pessoal formado por contas, pedras, madeiras, semelhante à um 'terço' em que cada unidade coincide com um mantra dito uma vez.  Este instrumento auxilia na concentração e no ritmo da repetição para o estado meditativo. É mais como um aparato didático para a disciplina e ancoragem da mente durante o exercício, para evitar a dispersão.

Eu, como apaixonada e cada dia mais apreciadora da tradição védica — esta que por milênios constitui um conjunto de práticas e ensinamentos que, ao contrário do que se vê por aí de forma errônea, não condiz com nenhuma religião, mas apenas estabelece um vínculo com o indivíduo e seus mundos interno e externo, difundindo sempre uma espiritualidade livre, onde 'Deus' é livre de todas as formas e todas as formas pré concebidas de 'Deus' são vistas como divinas, venho aos poucos introduzindo com mais frequência e conhecimento os mantras em meu dia a dia.
Às vezes, me pego cantarolando-os por aí, baixinho ou até mentalmente e o que percebo é que se instala em minha mente uma grande sensação de bem estar e de conexão com minha própria essência.

Experimente você também e usufrua de todo benefício e paz que essa 'música do silêncio' poderá te oferecer.

│Samara Bassi│

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14.5.15

Sândalos azuis

14.5.15
danielle winter

Tão eu é teu enigma-cor. Sei de cor teu berço de florescer astrais, um cheiro de corte. Sorte a minha que te carrego nos bolsos teus etéreos caminhos. Tua fronte me dissimula o verso a brincar ser teu incenso, de ter bom senso e quando me despeço de ti, me despedaço em cinzas. É assim que me despenco. Pendo do alto. Emudeço o perfume, esfumaço no lume o meu sutil e escasso passo. Etéreo, sou. 


Entoo teu mantra-semente, minha mente é teu fumacê — abstrai o instante inconclusivo: Sou de um azul inventável! Colho sândalos e eles me levam pra casa. Hoje, guardei-os aqui: debulhados junto a matéria prima da minha essência hostil, desembrulhada aos poucos, nos poucos becos do dia.


Há uma luz que esquenta e transmuta todo som, todo tom, todo Om. Dá a luz à luz! Depois, trança a teia adocicada na sua fumaça parida.
— Banha-me no teu tom amadeirado, as minhas ídas horizontais!


 Há tempos que não me percebo, nem vejo tantos finais assim, com cores de boas vindas.
Veja por dentro:
— Sou desde sempre um emaranhado sinestésico debruçado nas flores com cores que não existem. Coexistem. Insistem, me disseram sim.


[ninguém precisa saber que sândalos azuis ainda não habitam um mundo, fora de mim.]


Teu rastro cessou. O incenso cedendo, abreviou o caminho.
E você, me ouviu?
│Samara Bassi│


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13.5.15

Chai masala - um ritual saboroso

13.5.15
susan brooks
Com o friozinho batendo em nossa porta, a vontade de aconchego e  daquele calorzinho que embala tudo, aumentam ainda mais. Este então, é momento de nos recolhermos em um cantinho especial e curtir todo o seu 'charme' que, logo, pede algo mais: um delicioso Chai. 

Chai (pronuncia-se tchai) significa chá, uma bebida tradicional indiana e por lá, na Índia, é tão indispensável quanto o nosso cafezinho aqui.
Masala (pronuncia-se massala) é uma mistura de especiarias.

O Chai Masala é preparado a partir das folhas de chá preto, podendo ser servido com ou sem leite. As especiarias não seguem um padrão, você pode utilizar noz moscada, pimenta, erva doce, anis estrelado entre outros que preferir. Vai de acordo com o gosto de cada um e com o tempo, você mesmo vai adequando a sua receita ao seu melhor paladar mas, anote aí essa receitinha perfumada pra você:


  • chá-preto (granel de preferência)
  • cravo
  • canela
  • gengibre
  • cardamomo (em semente, preferencialmente)
  • açúcar
  • leite
  • água

Preparo (para 2 xícaras grandes): Em uma panela, coloque 2 xícaras de água, três saquinhos de chá preto ou o equivalente em granel, 5 cravos, 2 pedaços de canela em pau, 4 sementes trituradas de cardamomo, 1 colher de sopa de gengibre em lascas. Deixe a mistura acima ferver por, no mínimo, 5 minutos. Depois, acrescente 2 xícaras de leite e açúcar à gosto. Deixe o leite levantar fervura e desligue o fogo logo em seguida. Coe a mistura e sirva!

Deguste sem pressa desse ritual dos sabores e aromas.
Sua alma e seu corpo, serão muito gratos.

│Samara Bassi│

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10.5.15

As paredes se colorem é de dentro pra fora

10.5.15
pinterest
Há vezes em que portas são mais que uma passagem de um lugar para outro, são travessias do espírito. Lacunas da alma, entreabertas. 
Há inúmeras portas aqui, pelo meu lado de dentro e o aqui e agora é uma delas. As transformações internas são percebidas, portanto, através das que ocorrem no exterior. Este quintal não poderia caminhar diferente. 
Tendo em vista que esta é a minha casa, o meu lugar de 'contemplação' e onde despejo a maior parte da minha essência, transformou-se ainda mais em algo que já o integrava, de um todo que me compõe muito forte. 
Aqui, mudam-se as cores, os cheiros, as frequências. O nome, o endereço e as percepções daqueles que permanecerem. Aqui se respeita meu eu interno e tudo caminha no mesmo passo. Tudo aqui, querido leitor, se mantém por afinidades. Assim, como cada um de vocês. A casa do quintal se transforma mas a essência, continua a mesma. Gratidão.

│Samara Bassi│


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30.4.15

Esperançar

30.4.15
Catrin Welz-Stein

A vida tem seus meios de recomeçar, como toda natureza intrínseca — inclusive a nossa.

│Samara Bassi│

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25.4.15

Enrosco

25.4.15
tumblr

Ser teu ventre, 
um nó de pernas. 
Incertas. 
Certas de se encontrar. 
Ser teu centro, 
além do peito, 
um enlace a mais. 
Sou teu vento, 
um lamento de rio 
que se deixa levar.
Sou teu apartar,
teu antes e depois, 
durante SoMos, 
um ímpar de dois.

│Samara Bassi│

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11.4.15

Egrégora

11.4.15
pinterest
Despeje sobre mim toda a poeira cadente dos deuses sem nomenclatura, nem religião.
Dos espaços preenchidos de ar e éter, do sutil e do que acontece sem deixar rastros, mas se faz saber. Ser sonho.
Da brandura do curvar dos gestos, faça pulsar o prãna em meu mediastino — o centro cardíaco e a ca(u)sa de toda cura interna.
Absorva a leveza que nutre as minhas células com sua chegada, tal como a terra recebe a água em seu ventre guardado de potencial.
Meu corpo é templo e portanto, sagrado. Minha mente é a estrada da realização.
Ouço o mantra do universo ecoando em todas as direções, de todas as consciências.
Eu sou como ele: disperso, difuso, etéreo e livre. Eu sou a cura das minhas próprias negligências no instantâneo do desejar profundo.
Meu coronário te recebe sol e sal, te transmuta em essência até tocar os meus pés já imersos em toda energia vital.
Sim! Pó de rosas na estrada, um incenso floral, o sândalo na tez, transmuta todo mal.

│Samara Bassi│


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11.2.15

Ir ~

11.2.15
weheartit

Que o quê não nos traz de volta, nos enleveze além. ~

│Samara Bassi│


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2.2.15

Teoria da asa

2.2.15
weheartit

Há um alumbramento solto por aí e eu, eu sou e dele faço parte: essa tal brevidade dos acontecimentos. Esse breve espaço que não vangloria certas eternidades vestidas no tempo. Porque até o eterno é composto de instantâneos que se costuram num caminho sem relógio, nem lonjuras. Um caminho tão bonito e tão bem servido de espontâneos da alma. E é no meio disso tudo onde mora o encantamento: no vão. 
No vão por onde ele também passa, se veste de asa e acontece n'outro lugar. De certo, só o amor permanece — eternamente breve e majestoso. Não é casa mas também não é voo, é aquele pouso de sempre, já (ena)morador dos próprios ciclos. No mais, tudo passa. Tudo, passarinha.

│Samara Bassi│

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31.1.15

Carta para um dia como todos os outros

31.1.15
M.

 Esta é uma carta para (o) presente. Mas, antes de tudo, esta é uma carta de amor.
É que já amanheceu aqui e os cantos envidraçam a manhã no beiral da minha janela, anunciando que este dia, sim, como todos os outros, é válido, mas muito mais do que isso, é especial. É o seu dia, claro, e como já falei: como todos os outros, mas este é só teu! 
Então, quero que deixe-me fazer dele, o nosso. Te receber na alegria dos meus braços abertos e te recolher nos abraços mais demorados e perfumados. Fazer disso a nossa rotina, em todos os anos, também como todos os outros, seus e meus. É que o meu melhor presente só poderia ser este, pra você e pra mim: um lugar comum, incomum pro resto do mundo. 
E enquanto todos os outros lamentam suas lamúrias aguadas de uma chuva que não cai e não tempera todos os outros dias iguais, montamos nossa ida do nosso jeito, com cada coisa, sim, no seu 'devido fora de lugar'. Sei lá, talvez seja este o meu melhor presente: um bem-querer-te-bom-demais e impresso, nesta carta ainda, já há tanto tempo destinada, mas não como todas as outras e nem comum a outros caminhos. 
Hoje, como todos os outros dias, tem um brilho especial porque nele há tudo que existe e vem de ti, ainda que hoje quem brilhe muito mais que tudo seja você, muito mais que qualquer dia de verão. 
É verdade que meus dedos se acomodaram no papel e dedilham em preces de bem querer, todo esse caminho rabiscado na ponta de cada lápis, as nossas rotas sem rumo e desde sempre tão certas. Meus olhos percebem e minhas retinas se acostumaram nessa sua cor de olho de infinitos céus. 
Hoje, meu bem, é um ontem renovado de importâncias só nossas e que não deixamos morrer. Abro-te meu baú de tesouros que já vem há tanto tempo ancorado no meio do salão — meu tão afoito e sutil mediastino. Há nele, um coração inteiro para cada dia que te amar. Há uma história pra gente colorir e sei que esse, pode ser sim, um bonito presente, também pro futuro. Porque, meu amor, há de termos para todos os nossos dias iguais, diferentes maneiras de acreditar no SeMpre que é pra rotina nunca deixar de ser surpreendente. É que agora, as minhas mãos se abrem fartas e calorosas, repousando teu gesto sereno sobre as tuas entregas, também, além deste dia, como todos os outros.
E para um 'ímpar de dois', é mais do que justo: Para todos os dias, felicidades!
Assim mesmo, no plural.
Tim, tim!

Da sua,
 S.
│Samara Bassi│


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23.1.15

Vooema ~

23.1.15
© samara bassi
escrito
à duras penas,
com caneta
de pena,
o poema 
é quem faz (c)asa
e se lança sob a pele,
com levezas de esbranquecer
as vistas.

│Samara Bassi│


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15.1.15

Almocinho ayurvédico - vata

15.1.15
© samara bassi
Ayurvédicamente, vata se equilibra de forma holística, incluindo o consumo de uma alimentação de fácil digestão que para esse biotipo, são oferecidos alimentos cozidos, mornos, carminativos (cominho), levemente picantes (açafrão/cúrcuma, cardamomo, noz moscada, alecrim, alho e etc) e sedativos (gengibre).
Há um inúmero leque de combinações, desde o manuseio e preparo dos próprios alimentos até o uso de massalas (mistura de especiarias) que propiciem esse bem estar e melhor assimilação fisico-químico-energética, sempre com uma avaliação simultânea do ambiente externo que o rodeia e que muito interfere (estação do ano, clima, situações etc) no equilíbrio constitucional do indivíduo.

Claro que nisso tudo, também se adicionam as preferências pessoais e mais importante: o conhecimento acerca daquilo que o seu corpo tem melhor ou pior capacidade de metabolizar (uma pitada generosa de muito autoestudo e observação).

Mas esse, é um papo que além de maravilhoso e fantástico, é muito mais amplo, complexo e que envolve toda uma fisiologia lógica, simples na sua prática e que você nunca parou pra analisar e compreender, (mas não com olhos da medicina ocidental) e que ficará aguardando uma outra ocasião.

Vamos à receitinha:
  • arroz integral refogado no ghee com alho, pimenta, coentro em grão e alecrim e cozido com uma pitada de cúrcuma (açafrão-da-terra)
  • legumes cozidos com sal e açafrão: batata, abóbora nacional, cenoura, chuchu, vagem
  • beterraba cozida somente no sal
  • feijão temperado com sal, orégano e uma pitada de cominho.


psiu: você pode, se quiser, temperar os legumes ao refogá-los, eu optei por deixa-los somente com o paladar do cozimento e apenas salpiquei páprica doce sobre eles.

Temperos que harmonizam Vata: Cardamomo, Louro, Manjerona, Anis, Manjericão, Pimenta Preta, Caiena, Canela, Cravo, Coentro, Alho, Gengibre, Mostarda, Noz moscada, Cominho, Erva doce, Feno grego, Cebola, Orégano, Páprica, Açafrão, Sementes de gergelim, Assafétida, Hortelã pimenta, Semente de abóbora, Alecrim...

~ Bom apetite ~
│Samara Bassi│


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7.1.15

Passagem

7.1.15
© samara bassi

Hoje eu desci os meus olhos, mas não perdi o meu olhar de vista um instante sequer. Foi pra apreciar as mudanças, tal como correnteza de rio bonito, mas cá dentro, calmo.
Há caminhos que nos transformam, há pessoas que nos ensinam, lugares que nos melhoram, há amores e há o aMor. Há tanta coisa que não tem nome e ainda assim, faz a vida da gente tão diferente — um lugar melhor, por dentro, principalmente.

Há uma eterna sequência de idas e vindas que não deixaram de partir do tempo porque simplesmente a vida é assim e é assim, desse jeitinho bom (e às vezes dolorido) que acontece esse-tal-de-ciclo.

Bom mesmo, é ter com quem ir e voltar uma estrada de qualquer tamanho e não se perder. Mas até a perdição, quando acontece, vem é pra nos dar motivos de riso e diversão. É sentir o belo escondido nos detalhes e sentir a energia vibrar em todas as coisas, em todos os sonhos, em cada esperança que o coração não desistiu.

Bom mesmo, é ter a quem amar na mesma medida com que o amor nos oferece a mão e todo o resto que só permanece e cresce pra nos fazer bem. É ter planos e rabiscar a rota num mapa amassado,  recém liberto do fundo do porta luvas do carro, assim, no meio do caminho.

É no meio do caminho, descer com pés alegres no chão, sentir o cheiro e o abraço de quem está ao lado, ascender o olhar e saber que horizontes de tudo o que há de melhor é o que de mais importante nos espera. Lááá longe onde, aí sim poderemos ser perdidos de vista.

│Samara Bassi│


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6.1.15

E segue

6.1.15
danielle winter
~ que seja mágico, esse feliz ano ~


│Samara Bassi│


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21.12.14

Ahimsa

21.12.14
danielle winter
Do sânscrito: não violência

É um princípio ético que está presente no hinduísmo e no budismo, assim como na conduta do praticante de Yoga. Significa a paz, a gentileza, a empatia e o respeito por toda criatura viva, principalmente por nós mesmos. Vai muito além de ser justo e defende a convivência pacífica da melhor maneira possível.
É a presença do estar centrado, do estar livre de danos a mente, o corpo e o coração. Pode ser o bem estar de um simples relaxamento. É valorizar o respeito aos seus limites, ao seu corpo e seus desejos. Aos seus medos e também à sua essência. Refletir antes de tomar decisões e saber se proteger. É fazer a diferença e começar, justamente, pelas pequenezas do seu dia a dia. É aprendizado, autoconhecimento e também lição, para todos os dias. 
E mais: é sensibilidade e um olhar mais hábil.

Quanto de Ahimsa você tem praticado em sua vida?

│Samara Bassi│


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não copie sem autorização, mesmo dando os devidos créditos.
SEJA EDUCADO (A).  SOLICITE AUTORIZAÇÃO.

19.12.14

Ghee

19.12.14
© samara bassi
Sempre é tempo para garimpar esse fabuloso 'ouro líquido'. E o nome já diz tudo: da cor reluzente e brilhante à lista generosa de benefícios.

Mas o que é Ghee, minha gente? Do sânscrito: polvilhado. Nada mais é do que a manteiga clarificada, restando o óleo puro obtido do processo de aquecimento onde toda a água e os elementos sólidos, assim como todos os tóxicos da gordura do leite, da manteiga comum (e que se instalam na parede dos intestinos causando toxicidade) e a lactose são retirados, de forma prática, mas muito pacientemente.

Levemente aromatizada e de vida longa, esse ouro não necessita de refrigeração e suporta altas temperaturas, sem criar toxinas.

De histórico milenar, o Ghee é vastamente utilizado por naturopatas e praticantes da Ayurvéda (como eu), o que também acaba sendo uma alternativa àqueles intolerantes a lactose/ou a proteína do leite.
O seu consumo pode ser perfeitamente substituindo a manteiga comum, a margarina e até mesmo os óleos de cozinha. Muito utilizado em refogados e em cozimentos em geral, realça o sabor e o aroma dos alimentos.

A Ayurvéda recomenda dourar os temperos rapidamente no ghee, de forma a facilitar o transporte da parte solúvel de lipídeos presentes para as membranas celulares, praticamente constituídas do mosaico lipo-proteico (bioquímica, biologia, lembra?).
É por essa e outras razões que a Ayurvéda usa o ghee em diversas fórmulas herbáceas, já que apresenta excelente condutividade para as ervas e especiarias, assim como as conserva de maneira natural.

Além de conservar ervas e especiarias, o ghee faz o mesmo efeito que o azeite de oliva para os ocidentais: desintoxica e alivia o fígado e também lubrifica ductos biliares. Porém, os seus benefícios vão além e, ao contrário do azeite, o ghee atinge  t.o.d.o.s. os canais do organismos e intestinos, melhorando difusamente e heterogênea a absorção dos alimentos, aumenta a flexibilidade, fortifica e lubrifica de forma integrada todos os sistemas do corpo, além de dar aquele up na imunidade. É rejuvenescedor e além de saudável, é uma medicina natural  que harmoniza todos os doshas (vata, pitta, kapha) e de elevado padrão curativo.

E aí, você já fez o seu ghee hoje?

Saiba mais sobre os benefícios e como fazer o Ghee aqui.
Conheça, experimente e tire suas próprias conclusões.
│Samara Bassi│

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12.12.14

'au revoir'

12.12.14
pinterest
~pra ventilar a vida~

5.12.14

Chá de quintal

5.12.14
© samara bassi
Quando um friozinho fora de época bate à porta, logo bate também aquela vontade de abraço, de aroma e paladar e que possam simbolizar algum tipo de aconchego. Um aconchego que nos conte histórias e nos aqueça por dentro, passando principalmente pelo coração. E um chá, claro, (ou preto rs) não poderia mesmo estar fora de rota, sendo ele uma companhia muito mais que agradável, mas terna. É como se todo o afeto estivesse ali, contido em pura essência numa caneca para ser sorvido, assim, s.e.m. p.r.e.s.s.a. Pensando nisso, eu quis ir além: quis eu poder não somente me deliciar de uma xícara de chá quentinha e saborosa, mas produzir o meu próprio chá. Então, lá fui eu buscar em meu quintal a matéria prima para eu mesma fazer a minha composição e, bem como um arranjo de flores, criar uma mistura de cores, cheiros, paladares e que pudesse conversar com minh'alma e sentidos, na mistura necessária e intuitivamente, naquela que a minha imaginação mandar. E o quê conseguimos? laranja, limão, flores e sementes de lavanda, maçã, gengibre, menta, melissa, hortelã, amora, erva cidreira e acerola. Bem guardados, protegidos e em um lugar arejado, poderão desidratar naturalmente e, quando estiverem secos,  estarão prontos para com uma pitada de graça, compor a minha xícara de chá e muitas histórias de fundo de quintal. Ahhh, com certeza eu voltarei para contar. E vocês, degustarão?
│Samara Bassi│

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