21.9.13

Maternidade literária

21.9.13
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Como toda mãe que tem ciúmes do filho, eu também tenho ciúmes do que escrevo. Sim, porque eu também sou mãe, não do modo convencional, mas sou.
Palavra é igual a filho que a gente cria, gesta, dá a forma, alimenta, empresta a essência. Que chora junto, sorri, acumula saudades, conhece de longe, conta histórias, sente dor. Pari.
Pega na mão, literalmente.
Que quer saber por onde anda, com quem anda e fazendo o quê.
Filho e palavra a gente cria pro mundo, é verdade. Mas não se iluda acreditando que a gente que é mãe, quando solta-os, faz com que eles percam o endereço e suas origens. Ambos possuem as semelhanças do seu genitor, os traços, a genética do berço, o DNA mas, diferentes na maioridade, palavra é um tipo de filho que a gente continua a ter autoridade, sobre e em qualquer ângulo.
E por mais que nos rotulem de "mães chatas", só a gente tem o direito de dar a última palavra pra palavra da gente, tendo isso que ser respeitado sim, principalmente por quem não é de casa.
Também é verdade que nem sempre se tem o controle sobre cada um, embora o zelo, o cuidado, a "guarda" jamais deixarão de existir. 
E dentre mil etecéteras, de um você pode ter certeza: onde filho da gente está, a gente está indo atrás.
E entra na briga, se assim precisar.

│Samara Bassi│

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