Ventre exposto. Consciencial. Esculpindo caminhos abreviados. Confecção do ser. Inervação. Plexo solar. Solaris. Ventre "húmido", húmus enraizado. Da terra, para a terra. (h)um(an)idade . Gérmen, idade, germe, geme sua casualidade gênia e imposta de acontecer. Expansão da mente, ser mente, semente somente. Somente ser. Fluxo emergente. Voltar ao centro, dentro da gente. Entre. Seja um ente de si mesmo. Reconstruir com energias telúricas o reconstituir-se nas impressões anímicas. Expressão da alma. Calma. Cintilante inspeção da vida. E para a vida. Torna-te então a eternidade etérea do coração que pulsa duplamente esse teu ventre sagrado. Tua essencialidade regressa e em expansão. Desmorone o ato falho. Desabite o hostil que te fincam as vestes na lama e na cama, seja a morada adormecida sem desalinhar caminhos já tecidos sem você saber. Intua o próximo passo. Descalce tua obra inacabada e perfeita na tua rasura. Não seja a ranhura dos que sangraram nesse corpo, esse sopro abortado. Não seja o abortivo das tuas próximas vi(n)das.
Desviei o caminho que meu centro atribuiu ao sol, sua explosão incandescente para dentro do peito. Fecundei a parte mais intrínseca do meu eu numa abertura estelar, confeccionando estradas venosas, venenosas que o mundo dispersou. Calei-me por entre as estrelas. Cordão de prata que me nutre e simula a vida nesse plano interno, tens a minha maquete nessa terra desiludida de tantos que nascem, garimpam e (aparentemente) morrem sem se conhecer.
│ Samara Bassi │
© 2015. É expressamente proibida a cópia parcial e/ou total não autorizada de qualquer conteúdo deste blog.
