Por onde andará esse brilho reluzindo os olhos inocentes daqueles que não carregam espinhos nas mãos?
Quero esse canto de boto, de mar embalsamando as horas repetidas do meu relógio. Quero essa tela preenchida das distâncias, mesmo que seja pra gente reinventar as mãos, mais unidas do que antes.
Quero o verbo sorrateiro no beiral da minha janela, mesmo que um dia, murche como a flor.
│Samara Bassi│