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11.8.16

Elo-coração

11.8.16
arbol de la vida
quando a pele cola, tudo roda
frisson feito bomba de confete
assim com gosto de chiclete
que adoça nosso beijo
é coisa de desejo
é coisa de saudade
na nossa pouca idade
de querer te querer cada vez mais
de te amar
e amar
e amar
e amar
e amaaaaaaaaaaaaaaaaaaar

e eu, tão seu
tão mais eu enquanto seu eu sou
e se sou, quero ter
me envolver nesse teu ser
te ter, enroscada em meu viver
te levar pra bem longe daqui
te levar logo ali
pr'um coração que se perdeu dentro do teu

não ter ninguém por perto
externar sol
fazer nosso deserto
complexo dentro da nossa simplicidade
amizade que tive
amor que conquistei
que busquei
paixão que te atirei
taras e desejos
ensejos
beijos
num caldeirão que construí

e ser teu
um eu assim
que te busca sempre em mim
filho do tempo e pai da lua
que me enrosco
me embalo nessa ânsia tua
nessas coxas e braços
peitos, pernas e embaraços
traços só nossos
um pouco mais abaixo da linha da boca
onde acomodamos nossos cheiros

e ser teu
só o que eu quis
porque é só o que me ensinaram a ser.


© 2016. É expressamente proibida a cópia parcial e/ou total não autorizada de qualquer conteúdo deste blog.


não copie sem autorização, mesmo dando os devidos créditos.
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4.6.15

Meditação de cura

4.6.15
~ guiada por Samara Bassi
livro: saúde perfeita - Deepak Chopra




Hoje, trago para vocês essa meditação poderosa de cura. Retirada do livro 'Saúde Perfeita' de Deepak Chopra — um médico indiano, formado em Nova Deli, também professor e escritor de ayurveda, espiritualidade e do binômio mente-corpo.

Feita com sinceridade e entrega, essa 'medicação' comporta uma intenção infinita de cura, promove o aumento da temperatura corporal, estabelece o fluxo livre da circulação sanguínea pelo corpo físico e do prãna pelos corpos energéticos, nutrindo-os de maneira contínua.

Experimente e venha comigo, fiz com muito carinho.

Sente-se quieto e com os olhos fechados por alguns instantes. Concentre-se em seu coração e agradeça por tudo aquilo por que é grato. Agora mentalize a vontade de extravasar qualquer sofrimento, arrependimento ou hostilidade que possa estar carregando em seu coração ou sua mente.

Por um momento, repita silenciosamente a frase: "Que seja feito." Direcione-a para a sua idéia de consciência universal, seja ela Buda, Ganesha ou o que for. Repita como um mantra: "Que seja feito."

Mentalize o desejo de aquietar seu diálogo interno - e permita que sua atenção percorra seu corpo. Se identificar uma região tensa, mentalize que deseja relaxá-la. Em seguida, concentre-se na respiração. De início, simplesmente observe-se respirando, depois mentalize o desejo de diminuir o ritmo da respiração.

Mova-se conscientemente até o coração. Perceba seu batimento, o som e a sensação. Mentalize para que o ritmo do coração desacelere. Agora, foque a atenção em suas mãos. Sinta a pulsação e o calor que chegam do coração. Mentalize aumentar o fluxo de sangue e a temperatura das mãos.

Leve sua atenção aos olhos. Sinta o pulsar do coração em seus olhos e seu rosto. Permita então que sua atenção se mova livremente pelo corpo. Sinta o calor, o latejar e as pulsações do batimento cardíaco onde quiser. Se encontrar uma parte do corpo que precise de cura, direcione o calor até ela. Se não tem consciência de uma área assim em seu corpo, volte-se para o coração. Leve o calor palpitante de seus batimentos até qualquer ponto que deseje nutrir e curar.


Consciente e mentalizando a área de cura em seu corpo, repita por alguns minutos essas duas palavras como um mantra: "cura e transformação".


Passados alguns instantes, abra os olhos para encerrar a meditação de cura. —Deepak Chopra

~Om Shanti ~

│Samara Bassi│

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15.8.14

É presente e é do bem

15.8.14
philipp nemenz
♫'flores na cabeça
nossos pés descalços
nossa vida toda
de paz e amor.'♫

-nenhum de nós-

26.6.14

A não vã fisiologia das metamorfoses

26.6.14
mundo psicodélico
Não, não leve sempre e apenas por esse lado: o da filosofia. Mas o da fisiologia, também. E quem sabe essa fisiologia metamorfósica, também não seja uma filosofia vã?! A vida e todas as suas transformações ainda me remetem a um tratado filosófico, muitas vezes de origem duvidosa, onde ninguém está certo e ninguém está errado. Todos somos e carregamos também, nossas teorias-nada-a-ver. 

É sempre o que digo:
— onde está Deus, na verdade? Eu falo Deus, mas me refiro a qualquer outro nome que isso tenha. Manifestação, fé, crença, filosofia, qualquer nome.

Não podemos nos podar com tolices egocêntricas acreditando que a nossa verdade é a 'única salvação' porque se pensarmos assim, já estaremos perdidos!

Cada um, tem o seu direito de crença, seja ela o 'absurdo' que for para olhos alheios e até para ele mesmo. Não importa. O bonito de se ver é a manifestação democrática também nas opiniões, nas crenças, na fé. E principalmente a crença na natureza e/ou no Universo, se assim for. Não é preciso ter religião para acreditar em algo. Até o não acreditar é acreditar. É uma escolha, uma crença depositada vamos dizer assim, na 'criatura'.

Mas, se somos criaturas e somos também criadores., o que somos, afinal? Será que precisamos ser algo isolado de todo o resto para ocuparmos (mais) um lugar além de nós mesmos? Não, né?! Sem dúvida que somos e estamos interligados a tudo nesse planeta e não é bobagem dizer que fora dele, também.

O universo inteiro é um grande 'ovo mexido'.

Tudo na vida se transforma, desde a biologia e toda a fisiologia até mesmo um conceito mais espiritualizado como visões, paradigmas e habilidades que vamos aprimorando e até abandonando para a melhoria de outros. A própria natureza tem seus artifícios pra se manter intacta, ainda que arranhada, pra se manter viva, ainda que esteja na sua maior hostilidade.

Tão verdadeiro é o trecho de uma música interpretada por Marisa Monte: ♫'chuva também é água do mar lavada no céu'♫.


[será que eu desenho? rs]


Tudo que nos compõe veio de algum lugar e irá pra algum lugar, independente da proximidade em que a transformação aconteça, ou não. As distâncias, na verdade, não são empecilhos pra nada que queira se transformar em proximidade, em si mesmo e também no outro. Somos o outro e o outro também está em nós. Num ar que ele expirou, no alimento que consumimos e que somos consumidos, posteriormente. De quê se alimenta um recém-nascido senão de uma magnifica alquimia que o corpo de sua mãe elaborou, desintegrou e construiu?

Somos desde um grão de areia a uma nuvem sem destino.
Somos energia, água, ar, fogo, terra. Somos matéria-prima e dela somos 'irmãos'. Somos tudo que o mundo preenche e também o vácuo. É muita prepotência acharmos que o universo inteiro só se renderia aos nossos caprichos e que, sermos os únicos a ocupa-lo de forma 'vip' seria mesmo muito desperdício de espaço.

A energia que toca a pele de cada um é exatamente a mesma que move cada verme que consumirá um ser após sua morte para, com isso, reverter aquilo que se pensa “morto” em energia novamente. Enfim, tudo é reaproveitado, até a baforada de gás carbônico que expelimos após o ato da respiração. Somos reciclados para proporcionar energia a tantas outras formas existentes neste mundo.

Se eu acredito em reencarnação? É claro que sim. Acabei de descrever justamente isso no parágrafo acima. Sempre que a natureza retoma sua propriedade sobre cada um de nós, ela tece seus protocolos e reenvia nossa energia para as matas, para os rios, para o solo.❞ │Marcio Rutes│

Eu adorei essa parte em que o Marcio atribui a essa 'metamorfose', o sentido de reencarnação. Não havia pensado por esse lado, utilizando esse tipo de conceito.

E quer saber, tal verdade também está certa! Ocupamos um corpo e num dado estágio, ocupamos outro. Ou, o quê se tornarão todas as reações químicas existentes e ebulitivas a todo instante, senão a de transformar?

Veja bem: ocupamos um corpo generalizado chamado planeta e também somos ocupados ou, onde moram nossas bactérias, micro-organismos patogênicos ou não, senão num universo só deles, chamado corpo, humano ou outro tipo de ser? Oferecemos estadia, permanente ou não, dependendo do hóspede.

O nosso próprio corpo se renova e se reconstrói a partir da sua autofagia. Da reabsorção celular e da decomposição de elementos, também de outros, para formar os seus.

Podemos dizer que somos tanto diamantes quanto grafites. Somos, diante dessa hipótese, um emaranhado de cadeias carbônicas que se rearranjam e se condensam, dando forma, cor, textura, propriedades a tudo que se torna vivo e tudo que também não mais é. Mas que pulsa de uma outra maneira e permanece, ainda.

E dessa teia magnífica, onde todo o macrocosmo é entalhado no microcosmo: elétrons, prótons e neutros que constituem os átomos, que agrupados constituem moléculas, que por sua vez as substâncias/matéria, que constituem as células, que por sua vez geram tecidos. Esses tecidos com funções semelhantes constituem os órgãos, os órgãos formam os sistemas, os sistemas o corpo humano/qualquer indivíduo - famílias - comunidades - populações - bairros - cidades - Estados- países - continentes - planeta - sistemas solares e entre outros.... e porque não, o próprio vácuo do universo?

Tudo se interliga por uma semelhança, por sintonia, por programação. Veja um exemplo que te acompanha dia e noite e que nem se dá conta do quão inteligente é o universo do seu próprio corpo: a apoptose celular, que é justamente essa morte celular programada, quando algo não vai bem e é preciso então, ‘morrer pra germinar noutro lugar’, renovar-se.  Tudo flui por propagação. Essa é também a grande ecologia da alma.

Tudo está minuciosamente tecido, mesmo que os pontos sejam diferentes.
No final, somos mesmo é uma gigantesca colcha de retalhos. Se é que existe um final, já que a todo instante tantos outros estão se juntando a nós e de nós estão se afastando, morrendo, transformando-se.

Porque inanimados, ou não, seremos sempre recicláveis. Assim como o copo plástico que já fomos um dia.

❝Nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma ❞ ― Lavoisier.

│Samara Bassi│

*texto inspirado na obra 'Reciclando a própria existência', de Marcio Rutes em CRÔNICAS DE AREIA. Os trechos aqui reproduzidos, foram autorizados pelo autor.

© 2014. É expressamente proibida a reprodução parcial e/ou total de qualquer conteúdo deste blog sem a autorização do autor. A cópia não autorizada e/ou qualquer outro tipo de uso indevido da obra, implicarão em penalidades previstas na Lei: 9.610/98. Não viole. Conscientize-se e passe esse respeito adiante -

17.6.14

Mantra

17.6.14

♫'aí a gente aperta o passo/dobra aquela esquina/esquece aqueles que um dia/nos fizeram tão mal'♫
-compositor: pélico-

15.1.14

6.12.13

Essa coisa toda dela

6.12.13
Colorimos
Ao nascer, plante um sol. Ao entardecer, regue as rosas, e na noitinha, respingue seus incensos pela cunheira da próxima manhã.
Não passe pela vida. Viva ela.

Traga seus temperos em um saquinho amarrado na cintura. E sempre que necessário, tire o gosto insosso dos inversos que te habitam.

E no fim de seu ciclo, volte lá, onde plantou seu sol, e colha seus frutos. Pedaços fartos de suas saudades, de seus caminhos percorridos, idos e vindos. Amadurecidos e saboreados em cada instante dos seus momentos menos percebidos.

Não existe uma receita para adoçar os alimentos do destino. O que há é a perseverança em prosseguir, e a certeza de que o sonho de ser feliz é seu fermento, seu linimento.

Quer saber, menina?
Bonito mesmo é esse jeito alquimista de ser. Esse mesmo que faz a gente sonhar o que não existe, e ter o que se pensa impossível.
Bonito mesmo é esse jeito de construir castelos em cantinhos, de morar em ninho de passarinho.
Bonito mesmo é poder ser meio criança, meio adulto, sem medo das culpas e das proibições.
Bonito mesmo é amar sem hora pra dormir, e beijar muito na hora de acordar.

Bonito mesmo é esse teu jeito assim, de balangandã balançando em balões de vento. Jeito despojado de ser bonita. Jeito inocente de ser mulher atrevida.

Bonito é teu beijo. O resto... a gente finge que é pão-de-queijo.

"Doce bom é teu beijo. Não há tabuleiro que dê sabor igual.". 
PS.: frase citada pelo autor em comentário no Facebook.

│Marcio Rutes│

*publicação autorizada pelo autor. Conheça mais de Marcio Rutes em seu blog: Crônicas de Areia.
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É expressamente proibida a reprodução parcial e/ou total de qualquer conteúdo deste blog. A salvo, perante solicitação e posterior autorização de seu proprietário, com seus respectivos créditos e o uso do link que direcione para o conteúdo original e correspondente deste blog. A cópia não autorizada implicará em penalidades previstas na Lei 9.610/98 e será denunciada. Respeite.

1.12.13

As (com)portas de cada um

1.12.13
weheartit
Eu?
Já tive por inúmeras vezes o medo do escuro, mas não do escuro em si. O meu medo era dos fantasmas que não existiam e mesmo assim, eram tão evidentes. 
Mas sabe que há diversos escuros? é! 
E cada um faz o seu. Eu tenho tantos dentro do meu e que guardam tantos outros e outros e outros...
Mas, deixe-os dormir porque aqui, ainda é claro e existe luz diante dos meus olhos

[todos. tantos. nus. sutis. densos...]

Sem carregar verdades absolutas, somos esse grão de areia estelar, esse pó de estrelas cintilantes e nem sempre nos acostumamos a aceitar tal fato. E quando sim, aceitamos no egocentrismo de tal brilho nos cegar.

Carregamos tanta vaidade num inverso acanhado das mãos que se levantam diante das faces, que deixamos de ver além, um amém minguando por entre as rezas daqueles que não sabem compor estradas no seu próprio peito. Interno é esse enraizamento compulsivo, explosivo que nós homens, construímos sem flexibilizar pontos de vistas.

Revistas são nossos olhos que se acostumaram no conveniente.

Somos tão imensos na humildade e tão pseudo-gigantes na nossa ignorância ilusória de tudo querermos ser sem estudar o "ao redor".
Somos terra e somos vento. Ar da ligação por entre os meios que circulam, abraçam como vestes e como braços, nossos elos perdidos de nós. Nossos paralelos não coincidem na viagem e ainda assim, encontram pontos comuns no caos.

Caos?
Não somos (p)arte criada por sorteios. Somos estudados e de nós, somos estudantes.
Somos prismas ventilando o ego distante daqueles que não compreendem o perto e não sibilam em meio o mediastino, o seu sopro complexo, livre.

Cortamos o cordão. E continuamos umbilicalmente enterrados no lodo, tentando florir esperas que não se agridam.

Somos plexo solar e sol diante dos pés.
Somos minúsculos e astros que satelizam o entorno do nosso próprio coração.
Somos luas e anéis magnéticos.
Somos ainda, correntes que pesam, quando queremos ser.

Nosso jardim é além das sementes de uma vida só. De uma colheita apenas, de um tempo a sós.

Guardamos a volta de uma paisagem escondida na lembrança, de histórias mal lembradas, de dejà vus encortinando os cílios e nem assim, nos empenhamos em luzir.

Ir?
fomos e esquecemos de (nos) voltar em nós.
Entalhamos nós e os laços, esses se perdem, se prendem naquele escuro desavisado e bobo de um olhar alheio. Ou nem fomos ainda porque não somos uma partida escolhida, esculpida no ventre dos dedos, o nosso próprio e real tamanho.

"Mas não passamos de egos submissos de nossas vontades de grandeza,
e cada um desses egos
arrulha trincas barulhentas das correntes que nos prendem." │Marcio Rutes│
Nos tornamos tão grandes quanto pequenos. Depende da intenção, da ação interna. Do consciencial. E cada vez mais nos iludimos com essa força estranha que por mais que não nos derrube agora, nos EnGOlirá. 

"Não, não somos uma besteira da criação,
mas nem em sonho somos o umbigo do planetário de um jardim celeste.│Marcio Rutes│
Somos essa ligação materna com a própria essência, assim, visceralmente luz. Lúdica, quem sabe um dia?!

"engrenagens parindo ações e reações,│Marcio Rutes│
Parimos, partimos, cortamos... Findamos uma casa que não nos pertence e ainda assim, nos compõe. Contraditório?

"Somos poeira a mercê de um vento solar.│Marcio Rutes│
Somos como um milhão de sóis juntos. Somos um, sem deixar de sermos todos.

Quantas portas ainda terão que ser abertas, aceitas?
Quantas delas ainda nos comportam, nos deportam?

E VOCÊ, tem medo de QUAL escuro?

│Samara Bassi│


*texto inspirado na obra 'Incertezas do universo nosso de cada manhã', de Marcio Rutes. As citações aqui publicadas, foram autorizadas pelo autor.
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28.11.13

Pra gente acreditar

28.11.13
Weheartit
"É assim, como um pequeno colorido num mundo em preto e branco.
Pranto seco que um dia regou o peito.
Sensação de solidão que aflora de uma flora urbana.
Desumana.
Cortar fora a dor,
com estilete cego,
demora demais.
O bom é sorrir de vez... assim, qualquer dor logo se vai."

│ Marcio Rutes│


E continua, sabendo que em qualquer lugar desse mundo
imensamente pequeno, não é preciso ter pressa, nem desespero.
Há sempre de se ter alguém ancorado na sua espera(nça).

│Samara Bassi│
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8.4.13

Acalma-te

8.4.13
Imagem: Weheartit
'A alma mora lá na respiração silenciosa'

[Rumi]
The Light by Merlin's Magic on Grooveshark

6.4.13

Do chakra

6.4.13
Imagem: Google
O chakra cardíaco
está relacionado
com o coração
e os braços

talvez dê
pra entender
da falta
tanta
que faz
um abraço

de rompimento
sem aparente
causa

num tendão
de braço
Heart Chakra by Merlin's Magic on Grooveshark

30.3.13

Ensaios num quarto escuro

30.3.13
'Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
Ela tem muita dúvida como todos têm. Mas nem todos sabem a beleza de saber lidar com a tristeza. Ela sabe. Ela ouve a música que seu coração pede e modela seu ritmo ao seu estado de espírito. Ela dança a coreografia de seus sentimentos, e todos podem ver. (…). Ela é mais que um sorriso tímido de canto de boca, dos que você sabe que ela soube o que você quis dizer. Ela fala com o coração e sabe que o amor, não é qualquer um que consegue ter. Ela é a sensibilidade de alguém que não entende o que veio fazer nessa vida, mas vive.'


[Caio Fernando Abreu]
Slow Dancing In A Burning Room by John Mayer on Grooveshark

24.3.13

(Não) Era uma vez, e fim (?)

24.3.13
Imagem: Weheartit
Tava aqui ouvindo John Mayer, e John Mayer me lembra você. E deu tanta saudade.
Das nossas sacanagens tão doces, e das nossas vontades-urgentes-nunca- realizadas.
Da inocência que eu tinha te querendo tanto e tentando te odiar.

De ser tão tua, como eu sempre dizia, sem ser. E  quando, mesmo sem te ter, te sentia tão meu...
Saudade das conversas ao telefone, e daquele querer que nunca ficava pra depois.
Das ligações na madrugada, do ciúme que eu sentia ao enxergar outras nas tuas entrelinhas.
Saudade das indiretas que nós trocávamos, e das palavras que só nós entendíamos...

Saudade da gente, do que (nunca) fomos, do que meu coração pediu tanto pra acontecer, e não aconteceu. Saudade de quando havia alguma possibilidade de virarmos ‘nós’.

Te guardo com as melhores lembranças. E o resto, eu deixo pro tempo contar...

The Heart of Life by John Mayer on Grooveshark


*publicação autorizada pelo autor.
*disponível aqui

7.1.13

'Este sou eu 100%'

7.1.13
Imagem: Google
"Eu quero olhar o mundo, do tamanho que o mundo é. 
Eu quero sentir as pessoas, pela grandeza de seus corações. 
Quero abraçar qualquer coisa de Deus, como se fosse a última vez. 
Quero sentir a Alma de tudo. 
Quero sorrir, 
quero chorar, 
quero pode dizer, 
quero te amar. 
Sou um louco, incondicionalmente, 
e devo sentir que meu destino me fez assim. 
Nasci para qualquer coisa. 
Como qualquer coisa, nasceu para mim. 
Eu vivo qualquer coisa, em qualquer lugar. 
Só preciso entender, que Sou Nobre, 
por mim, 
pela forma que vivo, 
por ser aquilo que construí, 
a cada dia. 
Eu sei que amo, 
demais.
Eu sei quem sou, 
e para onde Vou. 
Sou uma mistura de amor, com a vontade de fazer. 
Enquanto estiver vivo, 
Eu Juro, 
Vou fazer o melhor de mim. 
Construirei dentro do tamanho de minhas possibilidades, 
mas com uma vontade enorme que seja, 
do tamanho do Mundo. 
Eu só sei, que tudo que vivo, 
é a coisa mais linda de uma vida. 
Quero ter a Nobreza, 
pelos sentimentos das coisas de Deus para comigo. 
Quero me ver estar construindo, a cada pedacinho. 
Quero me pegar fazendo. 
Quero gozar no toque da coisas, 
como se as coisas pudessem me sentir tocá-las, 
e gozar comigo. 
Quero vibrar por dentro. 
Quero sentir minha alma. 
Eu amo as coisa de Deus. 
Eu amo ao Senhor Deus, meu Criador, 
como uma unica alternativa de vida. 
Eu desejo, 
viver eternamente, 
nos corações das pessoas, 
em algum lugar, 
onde o destino julgar. 
Fui feito para a Vida, 
e estou pronto para a morte. 
Deixo-me o vento me levar. 
As águas comunicar, 
e a terra me chamar. 

Para alguns, Eu sou uma lenda, 
Para mim, Eu Sou Eu mesmo. 

Este é Eu, 100%"
[Richard Maia]

'John Lennon - Imagine'

30.12.12

(pa)Lavrar o verso

30.12.12
Imagem: Samara Bassi
Em ondas me vêm pensamentos, que recolho e transmuto em palavras, assim como o poeta faz com os sentimentos, conferindo às palavras um gosto de jabuticabas adocicadas e a menina poeta que desnuda a poesia e deduz que ela é sempre, o conjunto de emoções inesgotáveis e por isso mesmo, jamais uma descoberta acabada.

[Celêdian Assis]


Na(morar) os versos, no pensamento, rimados ou não e docemente joga-los ao vento, com o olhar carregado em desejo, queimando no corpo o fogo, na mente a alucinação, atiçando na boca,o beijo em uma unica emoção... isso é masturbar a alma, dedilhando orgasmos em versos,poemas e canções, desenhando o amor,na pele, com as mãos... isso é magia,é tesão, isso é o poeta e o seu dom, unidos na mais linda paixão! 

13.12.12

Roda gigante de perfumar

13.12.12
Colorimos
na varanda onde o ar anda depressa
vai embora na conversa
na pressa de ficar
na varanda onde a flor se arremessa
onde o vento prega peça
nos traz festa pelo ar
na varanda a criança se debruça
mãe menina ainda fuça
nos cabelos a ninar
na varanda onde a lua se levanta
nossa rede se balança
serenata pra acordar
joga trança, busca o chão e não o céu
qual barquinhos de papel
sonha ir de encontro ao mar


um sol, com a cabeça na lua
a lua, que gira, que gira, que girassol

[O teatro mágico] 



│ Samara Bassi │

9.12.12

Pitadas em grãos de pólen

9.12.12

“Ninguém perde ninguém, por que ninguém possui ninguém. Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.” 

- John Lennon - 







"Pra coração ferido... Torça bem as lágrimas, uma a uma, até desencharcar o coração. Depois, estenda a tristeza pra secar no varal da autogentileza. Lá costuma bater sol..." 

- Ana Jácomo -


“Há quem acredite que o amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu.” Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.”

- Martha Medeiros -


│ Samara Bassi │


8.12.12

Alegrias de quintal

8.12.12
Este foi um dos presentes mais bonitos que lhe ofertaram. Com um talento e sensibilidade aflorados, seu amigo criou este escrito a partir de uma conversa descontraída, amiga e carinhosa que tiveram há algum tempo. Deu nisso!

Imagem: Heidi Benser
[Ele] Roubei palavras que ela joga ao vento por aí e acrescentei vírgulas, e algumas palavras e parágrafos e espaços para respirar e formei um texto:

[Ela] Por preguiça, desinteresse, desânimo e impaciência, abandonei um pouco a net, os blogs, as visitas, os comentários, estou vivendo a vida mesmo, tentando sentir coisas diferentes, abraços, por exemplo, poderíamos fazer assim:
Abra bem os braços pro coração entrar no laço,
aperte bem apertado e balance os braços com os pés parados,
depois sacuda o nosso abraço pro carinho voar pro espaço
e fazer estrela na minha janela.
Na minha janela estrela é o abraço.

Falo de sementes, de palavras…

Palavras são sementes, que quando enviadas pelo ar, com o vento
fazem germinar, dar flores, perfume e frutos bons,
quando semeadas em solo fértil,
é o carinho,
a amizade
a sintonia
isso é bom e faz bem às pessoas, às almas.
As almas fertilizam os sorrisos.

Parece, assim, tão simples?

Mas é simples, ora!
Nós é que complicamos o que é simples, mesmo sem querer.
A simplicidade e a beleza estão em toda parte, são detalhes miúdos, mas constantes
e como digo sempre:
só nos resta ter olhos de ver
sentidos pra sentir
perceber e enxergar além
do que os olhos veem e a retina pode gravar.
Para alguns, basta um olho, mas os valorizemos, pois:

“ter dois olhos é luxo”

e enxergar além, a mais… é mais sensibilidade,
sinestesia que eu adoro.
Sentir com os olhos, enxergar com o coração
num mundo onde a maioria não sabe, não conhece, nem imagina
que perfume tem sabor,
que calor tem sabor,
que cor tem textura,
que a beleza é escura e branca quando se escurece por trás dos olhos fechados.

Alguém diria:
tudo tão simples
quando se tem um olhar, assim,
puro
de menina
doce

o tempo trás delicadeza aos olhos.
não tem nada de receita,
de mágico,
de extraordinário,
nem sobrenatural,
nem romântico.
… é assim!
as pessoas é que “fabulam” meu olhar.

O olhar é como uma janela aberta. Se abre pra tudo, depende do que você tem no seu quintal… o bom ou o mal.
Se alguém quisesse
e viesse agora ao meu quintal, nesses tempos, colheria jabuticabas do pé, margaridas do jardim
sementes dos girassóis que já me sorriram muito.

Colocaríamos o doce na janela… pro beija flor e o canarinho
e o pão pro tico tico e pro pardal,
acenderia o meu incenso pro vento levar
e ouviria meus sinos dos ventos espalhados pela casa… pro teu coração escutar… e guardar.
Também veria, mais pela manhã e também pelo resto do dia, a revoada de maritacas tagarelas no telhado-céu do meu lar,
dos queros queros e bentevis,
veria o trem passar por trás de casa.

Colheria as lavandas pra perfumar,
plantaria pra replantar
e uma rede pra descansar.
E se alguém pensasse que isto é o paraíso, diria:
O paraíso não existe… está nos olhos de quem vê, no coração de quem sente.
O paraíso é onde você está,
o lugar mais lindo do mundo pode não ter valor nenhum pra quem não se interessa por ele.

São como tesouros particulares… as pérolas são bonitas, mas prefiro as pedras de quartzo enterradas numa rua de terra que tinha aqui pertinho, mas que depois aterraram e asfaltaram
e os quartzos… ficaram três na minha estante, ali na sala.

João, Pedro, José, Paulo,

você é como um daqueles pássaros que canta bonito por entre as nuvens, por entre as árvores e eu paro o passo e lanço o olhar pra admirar e cantar junto.

A emoção é forte,
é feito rio que segue seu caminho.

Deixa…
Deixa seguir,
deixa o vento soprar,
deixa sorrir,
deixa….

A chuva faz florir e se tiver lágrima… faz sorrir! O rio segue seu caminho, mas seu destino é o mar.
Mar é o imenso de amar e amar é maré… é um mundo de mar, um imenso de amor
então, é bem melhor ser...
mar!!!!!

São braços de mar, sorrio!
Conjunto de rios, sorrio!

Amor é o que se tem de mais bonito seu pra oferecer ao próximo
“é sempre amor, mesmo que mude”
é aquilo que se faz por gostar, sem esperar aplausos
é o que tua mão direita dá, sem a esquerda saber.

Minha amizade mais bonita, meu abraço sincero, meu jardim mais florido, meu caminho de esmero, paz, amor, cumplicidade.

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Nota: Postagem antiga, re-editada, que levava o nome de "Costurando estrelas".

│ Samara Bassi │
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