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27.4.13

Foi um anjo que passou

27.4.13
"Oh meu Deus me traz de volta essa menina, porque tudo que eu tenho é o seu amor. João de Barro eu te entendo agora , por favor me ensine como guardar meu amor"
-Leandro Léo-

Você que deixou meu ventre desarrumado e agora, de novo, com essa vontade comprida de me fazer casa. Me (re)fez . Então, que toda vi(n)da seja muito mais de um (o)L(h)AR além. Que more no infinitivo de todo verbo desarrumado e ainda assim, hábil de se fazer entender. Porque amor é uma criança que se guarda a salvo. É agora essa (des)espera(nça) acontecida. Mas que ainda, cresça mil vezes, me puxando pela mão e pelo sonho. E que nunca, nunca mais desaconteça.

[ por dentro]
.the end.

│ Samara Bassi │

João de Barro by Maria Gadú on Grooveshark

6.4.13

Do chakra

6.4.13
Imagem: Google
O chakra cardíaco
está relacionado
com o coração
e os braços

talvez dê
pra entender
da falta
tanta
que faz
um abraço

de rompimento
sem aparente
causa

num tendão
de braço
Heart Chakra by Merlin's Magic on Grooveshark

29.3.13

Desse jeitinho

29.3.13
Imagem: Colorimos
Toda prece vinda do coração, cria raízes fortes e eleva-se para o azul. Quando o coração agradece e compartilha bonitezas vindas da alma, todo pedido, mesmo quando não dito; é mais que uma rede de milagres na vida da gente. É sim. 

│ Samara Bassi │
Quem sabe isso quer dizer amor by Milton Nascimento on Grooveshark

23.3.13

'apague a luz e saiba que te amo'

23.3.13
Imagem: Weheartit
Você é minha saudade mais bonita. É ainda, a minha vontade mais explícita.

│ Samara Bassi │
Quando Você Voltar by Legião Urbana on Grooveshark
*título: trecho musical de legião urbana

10.3.13

Das recompensas

10.3.13
Colorimos
Chuvas de março sempre me abrem espaços pro bem vir mais bonito.

│ Samara Bassi │

E não é?!

Colorimos
Mas, menina! Coisa bonita é essa flor miúda no seu cabelo e que ninguém vê,  mas que faz uma diferença grandiosa sem aparecer. E ninguém entende. Todo mundo procura, pergunta se foi o corte novo do cabelo, o novo penteado e continua  não enxergando qual é e onde está o detalhe tão minuciosamente entalhado... tão ali. É que muitos ainda acreditam que o bonito tem sempre que ser maior que os olhos. Né?

│ Samara Bassi │

9.3.13

De(rre)tida

9.3.13
Imagem: Weheartit
E despida de regras, amo os teus pelos nos meus apelos todos, baby.

│ Samara Bassi │
Pra hoje: 
The Look of Love by Diana Krall on Grooveshark

7.3.13

Vasto coração

7.3.13
aos meus amigos, não tão virtuais assim...

Imagem: Darla Winn
Era Céu de Abril entardecido e com Passarinhos no Telhado, Rosane Marega  já (pres)sentia aquela anunciação bela e simples tal qual fosse um Jornal das Pequenas Coisas.

Desembrulhou alguns dos seus Sorrisos Pré-Fabricados que há vidas guardava em sua Caixa Mágica como se fosse um Pedacinho do Céu,  Costurando Estrelas e aproximando Entrelinhas.


Já não era mais menina e já fazia tempo que vinha conquistando Um lugar ao sol, perto do vento
A vida era Simples Assim, como Cativar & Cultivar.

Menina com Coração de Pássaro, colecionava Eucaliptos na Janela e sabia, muito Antes do Crescente, ainda reconhecer nas suas lembranças os ensinamentos do seu Pequeno Caminho - Um Lugar Azul que, De Uma Forma ou de Outra, seus pais lhe ensinaram a respingar no dia a dia, a partilha de tantos anos; ora doces, ora amargos... Mas o principal era o de não esquecer em trilhá-los, quase sempre, com Uma Estrela na Mão.


Para ela, as Inter[in]venções dos sábios era um tesouro guardado nos olhos, mesmo que repleto de Instantâneos e que, de tão precioso, era preciso muito mais que um mundo inteiro para extingui-lo. Era preciso ainda, Acolher com Amor cada gesto brotado em meio a todo Amor e Caos.


Afinal, Das Palavras que Nos Unem, Quem tem Medo de Brincar de Amor?


Professora de canto e poesia, criava tanta Pô ética  e bonitezas Nas Mãos do Oleiro: aquele Mineirinho querido que sempre se distraia enquanto a via compôr o seu  Alinhavo de Cores que, tornava sua realidade uma forma mais leve de encarar o seu próprio e às vezes cadente, Entre Outonos.


Sim, sim. Que Seja leve!


Havia uma aparente estranheza, (talvez fosse mania de fazer Em Teus Versos, um mundo paralelo ao de Parole) em suas escrevências e que olhares alheios pouco compreendiam. Era mais vista como uma Roda Viva, delirando em seu próprio eixo que alguém provido de Sutilezas de Alma e Mente.


Costumava guardar confetes nas mãos enquanto perambulava nas ruas, com seus olhos atentos, procurando meios de Tecer Palavras, resquícios de Versos de Luz e Encantaventos tal qual brincadeira tardia de voltar aos seus pueris 10 anos, Na Varanda.


Não sabia se contentar nem com seus rabiscos, jogados e amassados em cima da cama, nem com a sua impulsividade crônica. Saia todas as tardes como quem se desprende do ninho e desaprende o caminho, buscando qualquer brecha de absorver do mundo a sua Versorragia e,  qualquer meio menos trágico de Recomeçar.


Em seu íntimo Across The Universe, buscou com calma A alma e a Rosa que se escondia por tantos espaços maltratados da cidade, como sendo essa uma forma branda de sentir-se desvencilhada Do Lado de Cá  e  que sempre existiu no íntimo das mesquinharias e das coisas que não acrescentam nada – nem nessa terra de passos largos e empoeirados, nem Além das Nuvens.



[E enquanto tantos de nós passarmos inquietos, indiferentes e alheios às simplicidades grandiosas das pequenas coisas, não estaremos caminhando por Entre Pássaros e Flores.]


Ao contrário da pequena grande mulher que, diante da pequena beleza que sua retina descortinou,  mergulhou nas formas, cores e gravou para além do seu sentir, a Photopoesia daquele instante breve num movimento apenas leve e incomparável, muito antes do seu Before Sunrise, toda a complexidade sustentável e apesar da aparente pequenez, completa.


- De todas as Confissões Sobre Minhas Memórias Esquecidas, desconfio que Eu Só Sou Quando Deixei De Ser. E entenda, a gente não deve deixar de ser nunca nessa vida, nem por nada nem por ninguém.

Resmungou baixinho, fazendo uma pausa no respirar da dor em meio à sua tamanha e incompreendida Nudez Poética.

Foi uma sensação de “Dispa-Me” , uma viagem em que A Barca dos Amantes, era mais que um ancorar o riso entre o que é bonito aos olhos e o que é verdade ao coração.

Percebeu In Foco o cair da noite. Voltou ao seu recanto onde as diferenças são pintadas em aquarela, ritmadas  como notas de piano e escritas na palma das mãos dos seus mais bonitos presentes.

Sentou-se na cadeira, alisando o vestido florido de Sonhos e Encantos por entre as pernas e fechou sua caixa de música, com gestos lentos que a conduziu a recolorir antigas histórias que um dia uma amiga lhe contou com certa alegria no olhar e no riso, quando confessou:


- Sinto Muito! mas Comigo, carrego somente as Violetas que Plantei . Escrevendo e Semeando eu vou, Vestida de Saudade, transformando Pétalas de Uma Flor em Mim em Interioridades e Em Cada Cor Diferente que Tente Me Clarear. Do Meu jeito!


De imediato o seu íntimo retrucou:

- Eu também! Sigo Palavras e Busco Estrelas e já que é assim, A Gente Podia Se Ver no Ar. Afinal, É Pelo Sonho que Vamos!

Foi então que desprendeu um verso dormido nos lábios e outro no coração ao abrir o Diário de Um Ano Bom e relendo os seus Quinze Contos Mais, sorriu lembrando e fechando os olhos: Ah, esses Versos deLírios!

Ali continha seus Fragmentos, a sua tecedura e toda a sua colorida mania de acreditar nas verdades do seu vasto coração, Além do Quintal.
E coisas do coração, minha gente, são Estrelas da Nossa Vida pinceladas em Papel de Seda que toda a sua capacidade insistia e teimava em sempre poder TransFLORmar-la ... em uma boniteza sempre maior e mais sábia.
_______________________
*re-editado.
Pelo motivo de serem tantos, os meus amigos queridos, peço desculpas àqueles que por ventura não se apresentam nesta lista, por esquecimento meu ou por outros fatores. Deixo-os saberem de que não são menos importantes, nem menos queridos e que o meu carinho e reciprocidade são imensos à todos vocês que me rodeiam e moram aqui desse lado do peito - o de dentro.

│ Samara Bassi │
Pra  hoje: 
Bem da vida by Vanessa da Mata on Grooveshark

3.3.13

Itinerário para as entregas

3.3.13
Imagem: Stephen Welstead
23:45 hs. Sábado frio, quente, chuvoso. De céu aberto e estrelado. Nuvens com considerável cerração e luz de lua.
Era um céu convidativo, em todas as suas formas e nuances.
Horário que conseguiu chegar em casa, após um dia cheio e repleto de afazeres.

Ela, estava cansada e sentia-se mais cansada que o normal. Desejava somente fechar os olhos em paz e livrar-se de todo o peso que acometia o seu corpo pequeno e a sua mente (de)vasta(da), quase que completamente.
Ainda havia algum trânsito que lhe passava indiferentemente ao olhar a cidade acesa e bem movimentada pelos bares e danceterias .
Quase que mecanicamente, passou a contar as poucas pessoas que lhe passavam diante dos olhos ou que distantes pudessem ser vistas e, distraída de todo o resto, se perguntava em que elas acreditavam, sobre o quê pensavam, quais seriam os seus sonhos, os seus medos, será que tinham um amor, escondiam alguma dor... que história elas teriam para contar?

Foi um passatempo bom. Tão bom que passou do ponto!

Caminhou de volta àquela curva onde morava e mal abriu a porta, jogou tudo que carregava em um canto da mesa. Estranhamente e diria mais, de forma ritualística, sentiu-se mais aliviada quando tocou, com os pés descalços, o chão de cimento cru da sala.
Soltou os cabelos e acendeu apenas a luz da escada. Foi então que notou que o silêncio não estava só dentro dela, mas fora.
Circundou o olhar pelo ambiente, quando pode notar mais um daqueles bilhetes pousados ao lado do telefone.

- É, casa vazia!
Sussurrou.

Estranho como tudo o mais parecia esvaziar-se também... mas, naquele momento, era tudo que precisava e o que mais desejava: o vazio. Mas o vazio de fora, para que o quê houvesse por dentro pudesse transbordar e preenchê-lo.

Sentiu-se inerte num sossego sem igual que aos poucos se transformou em sorrisos internos até que alcançassem os lábios, podendo ser vistos... por ninguém (?)


[talvez houvesse alguém ali, de alguma forma, com algum jeito especial de olhá-la. Pois cada gesto seu era uma dança, daquelas que se sabe e se sente ter "expectadores". É que a presença sempre deixa rastros por dentro da gente. A falta também.]


Sentia- se bem assim, tão sozinha, tão consigo. Tão vazia e repleta de si.

Esvaziou o peito de todo o peso que sentiu carregar durante o dia inteiro, de todo pensamento e sensação triste que aquele dia havia lhe trazido.
Mais que imediatamente, desligou o celular e apagou a luz que ainda estava acesa. Não era necessário tanta luz para quem só queria mesmo era perder o olhar no próprio escuro da sala.
Um vinho cairia bem. Tão bem como fez com seu corpo, deixando-o cair largado no sofá ao som de uma música maravilhosa, enquanto acompanhava a melodia com o balançar dos pés.
Naquele momento, parecia ali ter encontrado o melhor refúgio de todos os tempos.

Estava frio e um banho quente talvez seria melhor ainda. Uma ótima opção e também um bom remédio para curar insônia.
Lembrou-se de que havia tempo que não tinha um tempo pra si, que não respeitava o seu próprio compasso, e muito pelo contrário, sempre se via às pressas consigo, com as outras pessoas e ali percebeu o quanto se precisava. E se tinha por inteira. Essa era a chance.
Havia todo o tempo do mundo e tudo ao seu redor pedia pelo melhor banho existente. Pelo “ritual” mais renovador que o seu corpo e sua mente estavam desejando e mais, necessitando.


[e se tornara tão indispensável quanto o primeiro golpe de ar nos pulmões de um recém nascido]


Mais uma vez, as velas acesas e coloridas eram a única luz que a banhava.
Mais uma vez,o incenso de patchouli era o perfume (dele) que preenchia o seu respirar.
Mais uma vez, deixou-se envolver por aquele ambiente que lhe causava tamanha sensação de bem estar à cada passo dado. Aquela atmosfera, aquele clima, tudo parecia embalá-la nos braços e ninar as urgências e a música, ainda tocava.
A água que caía sobre sua cabeça e acumulava sob os pés, quando observada, poderia ser comparada a um cristal líquido, capaz de energizar e renovar tudo o que tocasse, quando confrontada com a penumbrante meia luz daquele espaço que imitava o bruxulear das estrelas.

Ela, dançou.
Algumas lágrimas, ela chorou.
Sorriu muitos sorrisos, achou alguns perdidos, empoeirados por entre o vão do mediastino, já falho pelo dia.

Foi assim a cada toque, a cada gota, a cada nota de cada música que embalava cada canto da casa.
Foi como perder os sentidos e achá-los em um outro lugar.

E o aroma de cada incenso só perdeu o seu lugar pro perfume do shampoo no cabelo, do óleo perfumado na pele, arrepiada pelos contrastes de temperatura.
Senti-se intimamente refeita e entregue a uma noite prazerosamente renovadora e ainda inerte num efeito extasiado, foi num único movimento que expandiu o seu corpo encharcado de vontades e lembranças na cama, entorpecidamente leve.

Descansada e misturada à madrugada, Toda a paz da Natureza sem gente , veio deitar-se ao meu lado [Fernando Pessoa]
__________________________________________
*re-editado. (título pregresso: Cora.som)
│ Samara Bassi │
Pra hoje: 

2.3.13

Nem todo amor sabe esperar

2.3.13
Colorimos
Sabe, menina. Assim como as horas que transitam no breve espaço que os dias costumam e costuram na vida da gente, o amor é ainda o tecido mais forte, o mais nobre e o mais bonito... apesar de alguns bolores. É ainda um intuito de fazer crescer na gente, essa teimosia sem paralelos. Essa coisa que você também conhece bem que eu sei! De querer se jogar e encurtar as distâncias que não podem ser encurtadas sempre quando a gente quer. E é aí que todo mundo é igual e insiste; por rebeldia ou contradição.  E enquanto a gente desalinhava um ponto, refaz um nó sem apertar demais, também constrói laço, abraço, choro e casa feita de cobertor.
É assim menina o amor na vida da gente: uma rede de cores e trançados que vão ao longe dos olhos e que vez ou outra, embola tudo aquilo que o coração alinhavou cuidadosamente.
É também, essa descarada maneira de fazer embrulhos quando a gente sente frio, de ser transparência como água de rio. Mas também escuro como manto da noite. E sabe, menina. Ainda assim, o amor é constelação. E brilha. Compartilha até os seus dias mais sombrios, cantarolando sem nem desafinar. É desafio pro coração da gente.
Mas deixe pra lá, eu só desconfio, confio, teço um fio pra fazer roupagem em outro lugar.

Menina, menina. Destranque o portão que logo chega aquela carta pra você!

Vai, anda! Deixa de lado esses recortes mal dispostos sobre a mesa da cozinha e vá sentir lá fora o perfume dele chegando e o querer se aconchegar mais uma vez, mais um milhão de vezes nas horas mornas, pintadas de esperas e fotografias manchadas. Esses olhos se fitam e se conversam sem dizer palavras. E mais, se entendem. E isso menina, é tão bonito e cada vez mais raro - como abraço de manhã.
A gente nunca sabe quando é hora de ver partir. Só sabe que é assim que a gente vai se (re)partindo aos poucos.
Então vai, menina! Nem todo amor sabe esperar.

│ Samara Bassi │
Pra hoje: 
Dois by Tiê on Grooveshark

23.2.13

Patchouli

23.2.13
Imagem: Weheartit
"You're waiting for someone to perform with
And don't you know that is just you?
You have found her now go and get her"

- The Beatles -

É na sala de estar que rastejam teus prantos (di)vertidos em frente a tv. Nunca soube direito dessa tua preferência por comédias românticas, quiça, dramas mal elaborados mas que sempre rendem alguma maresia a olhos mais vedados. E essa brisa sem pressa se instalando feito fumaça nas cortinas?
Diluo todos os meus goles de vento nesse teu cheiro almiscarado de transcender meus olhos e olfato a qualquer hora disponível. Só sei jogar esse meu corpo pequeno e breve de desalinhos para que chegues e inverta toda a direção do meu suor. A esta hora, toda a cidade é um vulto adormecido como quem transita perambulando por entre os bares e lares que nunca pisou. E há tantos olhos que ainda rastreiam os sonhos visíveis enquanto me cruzo nas pernas, encruzilhadas dos dias seguintes mas, para mim, ainda é ontem. E há um punhado de gotas de vinho que ainda não alagaram meu paladar, não. Não respire assim com esse relento de trazer pra perto toda a distância que só existe por entre uma mão e outra que, todo o resto, descomplica no vão da tua respiração entrecortada, na tua ânsia afogada e repentina sob o manto dos meus cabelos.

Teus lençóis são armadilhas das quais não me (arre)p(r)endo.

E esse cheiro impossível, desajustado como entorpecente anuviado e desiludindo os sabores das nossas distâncias já se faz tão mais presente e impregnado nesse mínimo espaço instalado entre o teu peito e o meu - mediastinos afoitos num tamborilar impresso e desmedido, desmentindo. Despido de toda a dor que ficou lá trás... insiste!
Teu coração deságua um rio imenso de verdades no leito dos olhos, desses que eu conheço bem. Suspira e respira com os pulmões à flor de toda a pele, o aroma destilado de cinzas como quem brinca de ter queimado as flores e as joga no vento pra qualquer canto levar. Me leva garoto, sempre nesse embalo maroto, balaio de gato em torno do meu pescoço, hein?
Sabe como ninguém me des(a)prender um riso fácil e ainda desconfiado, todo afoito enquanto transita no breve espaço dos meus olhos, os teus caminhos tolos, os teus caminhos todos - caminhos que sei de cor. Queima em brasa as tuas manias de desligar a mente, sem desmentir que sente lareira esfumaçada.
Ah! mas esse (teu) perfume é único em mim e as paredes ainda se vestem de ar. Incenso o meu bom senso à cada 15 minutos pra não me pender como faz você, como sempre fez nessa mistura vinda e passada por baixo da porta como quem colore ladainhas psicodélicas e embriagadas na taça de Lucy, num canto da sala In The Sky, delirando em sonhos de prisma With Diamonds. Sabemos nos (p)render sem amarras no dilúvio dos nossos momentos, enquanto meus olhos repousam nos teus... 

 [Si. I tuoi occhi sono i miei piccoli diamanti] 

... qualquer mantra eterno no ar, misturado a Beatles e Patchouli.

│ Samara Bassi │
Pra hoje: 
Hey Jude by The Yellow Subs on Grooveshark

17.2.13

Para ficar

17.2.13
Imagem: Weheartit
Vem cá! vem que eu preciso tanto te sentir guardado no meu abraço. E sentir que você também me (a)guarda no seu.

│ Samara Bassi │
Pra hoje: 
Pra Você Guardei O Amor by Nando Reis on Grooveshark

7.2.13

O quanto de jardins sobreviventes há no mundo?

7.2.13
Imagem: Weheartit
Ando olhando com leveza outros quintais.
Tateando as cores, texturas, tentando compreender o porquê de estarem ali, de serem como são, de estarem onde estão. Devagar, meus cílios acenam para cada detalhe debruçado no seu (en)canto e procuram; como brincadeira de tatu bola e esconderijo, contrastes de luz e sombra. E, não se pode negar: o colorido prevalece. Até mesmo os jardins monocromáticos se mesclam nos tons. Escuto um som, um tom, um olhar mais brando conversando comigo. Eu sempre soube de que há sempre algo de amigo pousado das folhas. Vejo bolhas de sabão se romperem e chuva colorida se desfazer na próxima ventania.
Não saio do lugar, mas ainda assim vou longe. Meu pensamento é um entendimento distraído que pega sempre a mesma carona num cintilar e outro, numa paisagem e outra, em qualquer história que me conte várias formas de acontecer.
Ei, eu sei que há outros olhos também olhando meu quintal. Desvendando meu jardim.
Meu jardim sobrevivente (?).
Descanso o caminhar e me ajeito nessa aura, me amadureço nessa ideia sobre jardins sobreviventes.
Olho com carinho cada uma das minhas sementes, o que floresceu e quantas vezes floresceram depois das chuvas. Das cores, dos cinzas, das cinzas...
É, chuva também floresce!
Todo dia, todo instante há num mundo alheio às nossas flores, outras cores mais, outras sementes a mais, barulhos demais. Há algo novo e sempre antigo. Há sempre algo vívido, vivido. Todo jardim sempre há uma novidade, se para o bem ou para o mal, mas há.
Há vontades se agarrando com gavinhas para transpor limites, obstáculos. Há um mundaréu de criaturas nos tornando melhores, ou não, nos recompondo, nos destruindo, nos reconstruindo.  Somos ainda, vasos de flores, apertados, querendo transbordar. Queremos sempre renovar um olhar qualquer.
E se pararmos pra pensar, cada um é ou carrega em si um jardim sobrevivente. Não um jardim em si, pois isso é apenas uma metáfora, mas cada um carrega em si um impulso constante de germinar, de rasgar amarras e desnudar seu pequeno corpo diante da luz, florido de urgências e continuar. De qualquer oportunidade terna como se esse gesto fosse um afago na alma, atento somente aos olhares mais compreensivos.
E são muitos, muitos, muitos jardins por aí. Ao nosso redor, na nossa casa, e dentro daqueles que vemos todos os dias, mas nem sequer sabemos o seu nome.

E  quanto de nós ainda persiste?
O mesmo e tanto mais que de nós ainda floresce!
Cada ser se torna um embrulho único de bonitezas que carrega na alma, como aprendizados. Cada ser é uma flor diferente e tantos deles se assemelham aos nossos jardins. E claro, jardins também se fundem por afinidade, por sintonia. Cada lugar se faz encantado à sua maneira. E, falando-se de jardins, os semelhantes também se atraem.

Cada ser é um fruto que amadurece. Que vez ou outra cai, apodrece padrões, descostura ramalhetes, carrega um perfume peculiar do jardim que cultiva em si.
Conhece-se a flor pelo perfume - feche os olhos mas, atente-se aos sentidos, aguce-os. Os cheiros que cada jardim carrega podemos dizer que são como impressões digitais.
E quantos deles não se reconstruíram em meio a relva, em meio a essa selva de parasitas da alma. Que com o tempo, é costume nos tornarmos imunes.
Quantos já não se acostumaram a germinar apesar do cansaço, do fardo, dos estilhaços; toda primavera por que sabem que há uma força maior e mesmo que suas sementes hibernem um tempo necessário, há de se (p)render sem pranto longo demais n'algum sopro de vida e que sem querer, já se faz latente... já que brotar, se torna inevitável.
Quantos jardins não se curvaram às ervas daninhas e quantos além não foram sufocados? Enquanto tantos mais desabrocharam por entre elas. Que só bastasse um espacinho, um vão de areia, uma fenda na rocha.

A vida se agarra às oportunidades. Se faz fecundar sobre as hostilidades. (sobre)Vive.

Cada um de nós carrega em si uma importância gigante, uma simplicidade bem quista que vai muito além das sementes que se deseja regar.
Cada ser constrói um cenário com as dores, amores, com restos de cores e pólen pra colorir da melhor forma que pode oferecer. Cada um se envenena com os próprios espinhos. Outros mais, reviram a terra, descansam dessa guerra de sempre querer lançar pulgões sem nenhum porquê. 
Somos todos jardins sobreviventes. Somos todos jardins, acima de tudo. Uns delicados, de flores miúdas, outros mais avantajados como imensas florestas. Uns comportam espécies semelhantes, outros, misturam de tudo em todo canto.

Há jardins que cantam. Como há jardins que guardam segredos.

E por sermos assim, que sejamos sempre livres para atrair o que nos floresce, o que nos frutifica.  Que todo jardim comece com um punhado de amor lançando seu feitio e que todo esse amor, se transforme em um tanto mais, em um punhado a mais e exista de alguma forma, resista da melhor forma ... pra recomeçar.
Que as esperas sejam amoras frescas, colorindo o paladar com o que a vida tem de melhor. E de sabor mais brando, quando assim precisar for.
Secar? secaremos algumas vezes, muitas vezes. Esqueceremos de (nos) recolorir, quase sempre diante dos nossos próprios olhos, porque o amanhã é uma semente que cultivamos no hoje. O que nos falta ainda é a paciência para respeitar sua hibernação e vê-la germinar.
Mas o quê todo jardim viçoso sabe, é que a poda restringe, mas recompensa com uma fortaleza bem mais comprida e cativa instalada no peito.
E que todas as flores, recém cortadas, floresçam talvez de um outro jeito. Reaprendido. Mas floresçam, refloresçam e repassem o gesto. Que cada indivíduo ornamente os seus canteiros com zelo, com olhos de recomeços. Pra além do seu próprio jardim. 

Que não nos esqueçamos nunca de que somos um milagre gigante.
No antes como no para sempre,
Sim.
│ Samara Bassi │

'Enya - Only Time'

14.1.13

Ninho d'alma

14.1.13
Imagem: Mark Hanauer
Um descansar vestido de abraço e o tempo diminui seu ritmo.
Um laço estreito, um respirar e outro, um menino contador de histórias.
A música que canta suas notas, dissemina sua letra em tons de sorrisos lânguidos e acordes em ponta de dedos que ao tocar os cabelos e a face adormecida, pianam os contornos da alma.
Não importa nada lá fora, não se julga nada aqui dentro. Nem o que se deve, nem o que deveria acontecer. A mistura é essa mesma - da conversa sobre a vida ao desejo desembrulhado no lençol.
Do bem querer ao bom demais...
O coração bate ora mansinho, ora acelerado e os pulmões se enchem de ar por vezes incontáveis. A rádio ainda toca baixinho seus clássicos e modernos e os braços se reencontram espreguiçados, fazendo de um novo abraço;  cobertor.
Sono e sonhos se alternam.
Histórias são escritas, contadas e lidas entre um fechar de olhos sorrindo, entre um abrir de sorrisos que brotam mesmo de dentro.

Ah, mas não precisa ser poeta pra entender! Quando se sente, inevitavelmente se sabe.

E o que fica, tem gosto de simplicidade. Mas, não falo da simplicidade das paredes brancas e lisas, do branco dos lençóis, nem daquela mesinha singela refletida no espelho.
E sim desse jeito simples de se viver sentindo cada instante presente, com quem faz parte dele.
Da brancura do ser, do sorriso... não dos dentes.
Da transparência do sentir... a si mesmo e ao próximo.
De gestos que se espalham pelas mãos da sensibilidade e de se perceber por dentro.
Falo dessa busca por encontrar histórias que são contadas principalmente assim, pelo livro que existe sempre num fundo de olhar... e das tantas coisas que se descobre por horas a fio e quando não se tem pressa em descobrir o que quer que seja.
Dessa leitura do ser, quando se está e se permite ser inteiro.
Da calmaria explosivamente branda que mora entre os espaços a serem preenchidos, mesmo que pelas horas que deveriam ficar inertes...

E é isso que deve fazer feliz em qualquer lugar: um sentir puro e simplesmente assim, sem segredo algum. Principalmente quando tiver que ser compartilhado.

│ Samara Bassi │

13.1.13

Fita de cetim

13.1.13
Imagem: Patricia Metola
Abriu os olhos e viu: fita de cetim entrelaçada aos dedos, como se os gestos fossem presentes coloridos e lançados à tantos dias de não se fazer esquecer. Com ela, desembrulhou o íntimo pressentimento da tarde e enfeitou as tranças dançarinas e a barra do seu vestido, de pernas curtas;  mas prenhas de estrada.

 - Cintila o norte na íris, ó menina!

E como quem fita nos olhos tantas voltas de um mesmo caminho, (pros)siga-o sem receio algum.
Há sempre de haver uma prece guardada nas mãos.

│ Samara Bassi │

2.1.13

Uma lista interminável

2.1.13
Imagem: Luan Paul
Hoje, eu acordei como quem deslancha a vida sem parada pra voltar o passo. Quis inventar meu próprio compasso de seguir (a)diante das laboriosas esquinas   e escolhas que se guardam nas fendas dos dedos. Hoje, eu acordei um sonho de ontem, um sonho de sempre. Um sonho?
Se for pra querer, então eu quero é aquele de confeitaria -  especiaria de adoçar sorrisos.
Acordei querendo os teus beijos apaixonados de todos os dias. O juntar das mãos, aquele andar sem rumo, desarrumando o vento e colorindo lugares inesquecíveis. Acordei querendo banho de chuva ou ainda melhor, acordei querendo aquele meu banho no escuro, à meia luz com música de fundo e incenso no ar. Acordei querendo aquelas mesmas possibilidades ditas impossíveis. Acordei querendo um carinho no rosto, um gosto de vida, um cafuné. Você com café. Vontade desse colo colado num riso desajeitado, balanço nos braços e afago nos cabelos. Qualquer caminho sem direção. A minha mão na tua mão. Braços abertos, rumos incertos antes e depois do meio-dia. Céu azul, norte e sul. Girassol lilás com amarelo. Querendo ver os sorrisos mais loucos e felizes, além dos outdoors. Noite estrelada, vinho, uma fogueira e um violão. Brigadeiro de panela só pra comer de colher, flores na janela. É! Acordei querendo gritar a liberdade que ainda (sobre)vive presa na garganta. Colher o que se planta. Querendo fazer trilha, pés descalços, banho de rio e cachoeira. Acordei hoje querendo dormir até acordar outra vez. Querendo, só por hoje não lembrar o caminho do incerto. Querendo banho demorado e óleo perfumado. Acordei, querendo desvendar mistérios dos olhos das crianças, dirigir a minha vida sem freios de mão, nem freios no coração. Tatuar meus sonhos diante dos olhos para nunca perdê-los de vista. Acordei querendo pôr-do-sol e noite de lua cheia. Abraços, muitos abraços... Querendo me jogar, voar! Acordei querendo quem está longe, de volta. O sorriso mais louco do meu amigo mais são e soltar pipas livres ao vento. Rodopiar e ser voo de balão. Fazer ninho em coração.

A pele
O perfume 
O toque
O arrepio
O desejo 

Acordei querendo olhar as próximas estrelas e ver o céu mudar de cor no virar das próximas horas. Acordei hoje querendo uma viagem pra lua! Uma rodinha de amigos na rua, cantando baladas da juventude. 
Eu sei, hoje eu acordei à flor da pele! 
E na pele o mesmo perfume que no perfume do meu toque, 
fez nascer o arrepio que 
percorreu e se alastrou no corpo; 
de leve, caminhando em suspiros soltos, 
na ponta dos dedos, 
o desejo, 
explodindo aos poucos, 
enfim, 
em mim, 
sem fim... 

Sabe, que a gente sempre acorde sem nunca deixar o sonho pra trás.
- Qualquer doce? 
- Qualquer sonho!

│ Samara Bassi │

"Laura Pausini - Le cose che vivi'

30.12.12

(pa)Lavrar o verso

30.12.12
Imagem: Samara Bassi
Em ondas me vêm pensamentos, que recolho e transmuto em palavras, assim como o poeta faz com os sentimentos, conferindo às palavras um gosto de jabuticabas adocicadas e a menina poeta que desnuda a poesia e deduz que ela é sempre, o conjunto de emoções inesgotáveis e por isso mesmo, jamais uma descoberta acabada.

[Celêdian Assis]


Na(morar) os versos, no pensamento, rimados ou não e docemente joga-los ao vento, com o olhar carregado em desejo, queimando no corpo o fogo, na mente a alucinação, atiçando na boca,o beijo em uma unica emoção... isso é masturbar a alma, dedilhando orgasmos em versos,poemas e canções, desenhando o amor,na pele, com as mãos... isso é magia,é tesão, isso é o poeta e o seu dom, unidos na mais linda paixão! 

21.12.12

Para qualquer dia

21.12.12
Imagem: Google
Despeje os dias numa cama de flores e conte-os um por um, sem pressa. Sem sair batendo em pedras os outros dias que ficaram engasgados no gargalo da garrafa, do pote de margarina, seja lá qual tenha sido o lugar escolhido para guardá-los. Ou escondê-los. Abra as janelas e deixe a luz entrar, deixe bater aquele sol de sempre, de frente para a poeira agonizada e escondida,  agarrada por entre os vãos de cada cílio teu. Desabroche os teus delírios sem meias verdades. Arrume a casa e traga cores de lírios lilases pra ancorar a bem vinda, a bem aventurança de ter abrigo e janelas para as estrelas. Mesmo que você nunca as tenha notado. Nem nunca tenha anotado desejos praquelas histórias de jogar o dente de leite no telhado e amanhecer esperando novidades.

Que a tua alegria seja a braveza dos que sabem dar valor e sabem orientar, sem dilacerar nos dentes, imposições sem argumento algum.

Deixe as cores balançando no varal e olhe, olhe cada peça te acenando como convite sem despedidas pra você se deixar levar, ser ar, se deixar lavar.
Tome banho de chuva mais vezes e ande descalço pelo quintal que não precisa ser necessariamente o teu. Seja breve nas tuas colocações sem deixar de ser profundo nas tuas verdades.
Incentive a auto gentileza diante do espelho e descubra que nem sempre todo dia é sempre tão azul, nem tão cinza como te contaram. Nem da forma como te descontaram os pesos e cargas que nem eram tuas.
Não desconte em ninguém as tuas tempestades e as tuas frustrações. Transmute antes de tudo, as tuas águas, as tuas mágoas. Acalme o teu leito de rio.
Olhe com outros olhos. Olhe nos olhos outras pessoas que nunca sequer, te viram passar por elas, no mesmo lugar onde se esbarram todo santo dia, numa pressa sem tamanho. Não esbarre sempre no desencanto, não.
Desacelere os passos na mesma calçada e esqueça aquela conversa de que comer torradas queimadas esperando o amor chegar à porta provoca Câncer. Pode até ser. Mas o que desintegra por dentro é justamente passar todos os dias dessa tua vida sendo como elas - amargas.
Role na grama do teu jardim. E se não tiver, nem grama nem jardim, role mesmo assim. Desenrole as tranças dos teus cabelos como quem desembaraça caminhos pro pensamento ficar mais claro.
Desencoste-se dos ombros daqueles que não querem nem ao menos te oferecer o apoio pelo juntar das mãos.
Não se importe com pobrezas de alma. Ou importe-se! À ponto de não alimentá-las na tua própria... 


[...residência].


Que haja sementes férteis para serem regadas nesse teu chão, mesmo rachado de angústias e mesmo que as estrias fincadas no asfalto te engulam os olhos e qualquer riso desprendido; desapegue-se das feiuras que tua retina grava durante o caminho e mude. Mas mude além de mudar o caminho, mude os passos e a direção. Desacostume a rotina de ser sempre tão previsível. Nem seja infalível sempre. Não precisa. Não seja tão rústico. A vida agradece quando se acha graça na sua passagem. E mais, ela flui melhor.
Mude os móveis e comece pelos (in)cômodos mais escuros que te habita. Desabilite a palavra praquilo que não agrada ao paladar.
Seja presente para si mesmo que os outros, certamente serão tuas mais esperadas surpresas.
E não, não aceite os meus conselhos só porque aqui estão escritos.Ou só porque foram ditos, ou semeados com dedicação. É que aqui, é o meu chão.
Apenas descubra novos para acrescentar. Descubra os teus. 
Só nunca siga sozinho porque sozinho mal se sobrevive. Tão pouco se aprende a viver.
E ah, não seja farto de bonitezas só no Natal nem renove o (seu) mundo de esperanças somente no Ano Novo. 
Sentimentos de verdade não escolhem sempre a mesma data no calendário. Aliás, eles não escolhem!

│ Samara Bassi │


'Sorri - Djavan'

15.12.12

Flamboiã

15.12.12
Google
Parece-me um Flamboiã, um arrebol da manhã colorindo a íris desse encanto sem pranto e, mesmo que o meu dia e cada abraço seja pela metade em todos os meus passos postados no rodapé daquela calçada aquarelada; faça das minhas muitas e mesmas manhãs essa imensidão dispersa, decorada e ancorada de Deus(es). 
Saiba caber num instante qualquer, na minha retina, na âncora das minhas mãos. Saiba que assim é que eu me derramo inteira. Sem beira nem eira.
Me guarde em suas rezas todas as minhas esperas, meu bonito Flamboiã.
E naquele falsete sussurrado de passarinhos que logo me ancoram qualquer resquício de sol e sorriso, deito-me nessa cama de flores, os meus amores todos e, mesmo que sejam metades, que sejam amarelos, coloridos de qualquer cor e preenchidos de qualquer amor... que a metade seja sempre   uma inteireza que complete a gente.

│ Samara Bassi │
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