8.6.15

Prece da não-violência

8.6.15
joan perrim-falquet
Me ensina a rever meu lado, o lado do outro, a assumir sem pedras nas mãos, a defender sem dor, a semear amor ainda que me pareça erva daninha outras verdades. E nem sempre são. Nunca são. É que cada um tem o seu terreno particular e nele semeia o que o solo pode frutificar. 
Me ensina a buscar limites nas margens do olhar alheio e não deixar de enxergar todas as vezes e razões que fazem com que eu me afronte sem respeito.
Que eu não invente o mundo de ninguém, mas que eu ordene o meu próprio! Que eu estabeleça meu próprio verbo e saiba calar, mas não para emudecer o meu mundo, mas para ouvi-lo mais e melhor.
Que eu escolha os pares de sapatos não pela embalagem, mas pelo conforto ao andar dos passos.
Que eu me acostume a cobrir meu coração de bem dizer, que eu me contente em primeiro forrar a minha cama de luz e cultivar minha vida com ideias que me fazem sentido. 
Me ensina a não professar o que não me toca o coração e que eu não obriguem a abrirem as portas de quem só escolheu olhar pelas janelas e se sabe ser feliz por isso. Que eu saiba ser feliz, também.
Que eu saiba o meu lugar e caiba, dentro do seu mundo interno sem ferir com pedras as flores de outros quintais.
Porque não há chave que me copia o código d'alma nem telhado que me desabriga quando as minhas verdades se propõem a ser muitas outras, em outras histórias, em qualquer espécie de qualquer natureza, com a mesma força e com o amor de sempre.

~ Om Shanti, Shanti, Shantihi Om ~

│Samara Bassi│



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