Tenho aqui para mim que
para sua imensidão de pássaro,
os seus olhos de floresta
não bastam.
É preciso um rascunho de sorriso
enraizado no meu dia,
brilhando na tua tez.
São todas as miudezas vivas
que me trazem sábias,
teu andar de sabiá,
onde os olhos assobiam meninices que
te dão saudades de contar.
Teus dedos ampararam
todos os meus caminhos
e teus passos coincidem,
afoitos,
por um sopro de ar.
Teu azul é o meu mundo inteiro
vestido na tua história
e o meu aceno é uma pipa,
cor-de-amor,
te impulsionando
alegrias pra viver.
Meu abraço é uma canção que invento
quando não sei dizer mais nada e,
quando são virtudes que aprenderam a amar
sem diplomas embolorados,
me debruço vasta nesse que é
o ofício de ser livre
como asa e como casa,
telhado e janela
além de mim.
Como eu e você, uma coisa só.
Um só coração, livre
e insistente
de nós.
*segunda, 29 de junho de 2015, às 01:01 am
│Samara Bassi│
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