2.2.15

Teoria da asa

2.2.15
weheartit

Há um alumbramento solto por aí e eu, eu sou e dele faço parte: essa tal brevidade dos acontecimentos. Esse breve espaço que não vangloria certas eternidades vestidas no tempo. Porque até o eterno é composto de instantâneos que se costuram num caminho sem relógio, nem lonjuras. Um caminho tão bonito e tão bem servido de espontâneos da alma. E é no meio disso tudo onde mora o encantamento: no vão. 
No vão por onde ele também passa, se veste de asa e acontece n'outro lugar. De certo, só o amor permanece — eternamente breve e majestoso. Não é casa mas também não é voo, é aquele pouso de sempre, já (ena)morador dos próprios ciclos. No mais, tudo passa. Tudo, passarinha.

│Samara Bassi│

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Um comentário:

Crônicas de Areia disse...

No mais, não existe jamais. Se todo todo é composto de miudezas, a asa não fica atrás. São plumagens vastas criadas em nossas mentes.

Mente para sí aquele que diz jamais ter em mente o sonho de voar.

Ferro em brasa não alisa seda. Mas algodão sim. Algodão aquece e repousa na pele sem ostentar, enquanto a seda... ah, essa é fria, e tenta aparecer mais do que a pele.

Adoro tua pele coberta pela simplicidade do algodão. E quem sabe um dia, menina, construímos asas assim, todinhas de algodão?

A passarada já passou. Sem problemas, pois eles têm asas, e voltam amanhã novamente, lá pelo entardecer.

Te amo, Samara. amo, amo, amo, amoooooo.

Marcio

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