7.1.15

Passagem

7.1.15
© samara bassi

Hoje eu desci os meus olhos, mas não perdi o meu olhar de vista um instante sequer. Foi pra apreciar as mudanças, tal como correnteza de rio bonito, mas cá dentro, calmo.
Há caminhos que nos transformam, há pessoas que nos ensinam, lugares que nos melhoram, há amores e há o aMor. Há tanta coisa que não tem nome e ainda assim, faz a vida da gente tão diferente — um lugar melhor, por dentro, principalmente.

Há uma eterna sequência de idas e vindas que não deixaram de partir do tempo porque simplesmente a vida é assim e é assim, desse jeitinho bom (e às vezes dolorido) que acontece esse-tal-de-ciclo.

Bom mesmo, é ter com quem ir e voltar uma estrada de qualquer tamanho e não se perder. Mas até a perdição, quando acontece, vem é pra nos dar motivos de riso e diversão. É sentir o belo escondido nos detalhes e sentir a energia vibrar em todas as coisas, em todos os sonhos, em cada esperança que o coração não desistiu.

Bom mesmo, é ter a quem amar na mesma medida com que o amor nos oferece a mão e todo o resto que só permanece e cresce pra nos fazer bem. É ter planos e rabiscar a rota num mapa amassado,  recém liberto do fundo do porta luvas do carro, assim, no meio do caminho.

É no meio do caminho, descer com pés alegres no chão, sentir o cheiro e o abraço de quem está ao lado, ascender o olhar e saber que horizontes de tudo o que há de melhor é o que de mais importante nos espera. Lááá longe onde, aí sim poderemos ser perdidos de vista.

│Samara Bassi│


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