4.12.14

Pérola do céu

4.12.14
corbis
Depois de rezar por três vezes o seu segredo mais bonito e ajeitar a franja que lhe persiava a tez por detrás das orelhas, debruçou seus olhos de lua cheia no beiral da janela do seu quarto crescente e, viu tanta beleza simples e tanto encanto que há tempos não percebia que fez com que escorregasse no arco da íris, a sua melhor brincadeira de guardar o que é simples no cofre do peito.


E mais: a manter sempre ao alcance das mãos, qualquer meio enluarado de descobrir que aquilo que for sempre bom e belo, incentiva sorrisos em qualquer fase da lua.

│Samara Bassi│

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Um comentário:

Crônicas de Areia disse...

Nua, por certo, essa lua bela, amarela de tinta de aquarela.
Para apreciá-la, há que se despir os olhos da maldade, da mediocridade, e crer nela não como uma deusa, mas sim como a mais pujante e pungente ninfa.
Uma hóstia de pão sírio, um cálice de espumante seco, um beijo no limiar dos lábios. Toda crença me leva sempre ao teu peito perfumado, aerado com teus desejos soltos pelas pontas do teu cabelo.
E é na ciranda da varanda que te quero toda de saia rodada, escorregando para meus braços.

Assim, te receberia num abraço, te apertaria em meu peito, e te diria o quanto te amo, somente com a lua por perto, mas não como testemunha, mas sim como uma cúmplice, pois foi justamente ela quem conspirou tudo em nós.

A lua me disse para te dizer o quanto te amo, Sam. Mas me falou, também, que isso tem que ser diretamente aos teus ouvidos. E agora, meu dengo?

Marcio

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