21.12.14

Ahimsa

21.12.14
danielle winter
Do sânscrito: não violência

É um princípio ético que está presente no hinduísmo e no budismo, assim como na conduta do praticante de Yoga. Significa a paz, a gentileza, a empatia e o respeito por toda criatura viva, principalmente por nós mesmos. Vai muito além de ser justo e defende a convivência pacífica da melhor maneira possível.
É a presença do estar centrado, do estar livre de danos a mente, o corpo e o coração. Pode ser o bem estar de um simples relaxamento. É valorizar o respeito aos seus limites, ao seu corpo e seus desejos. Aos seus medos e também à sua essência. Refletir antes de tomar decisões e saber se proteger. É fazer a diferença e começar, justamente, pelas pequenezas do seu dia a dia. É aprendizado, autoconhecimento e também lição, para todos os dias. 
E mais: é sensibilidade e um olhar mais hábil.

Quanto de Ahimsa você tem praticado em sua vida?

│Samara Bassi│


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3 comentários:

Déborah Arruda. disse...

Que maravilhoso, Sam! Eu me energizo sempre na tua energia das páginas. Luz & amor no ano que chega. Um abraço!

Crônicas de Areia disse...

Nestes últimos anos, temos conversado muito sobre o tema que você descreveu, mocinha. Como você sabe, não sou admirador da cultura Indiana. Sei que o Hinduísmo está muito além da cultura Indiana, mas há que se ter em mente as proximidades entre uma e outra, onde ambas se enraízam e misturam. Então, quando leio o nome de uma, automaticamente minha mente embaralha com a outra.

Acredito que os extremos ainda são os pontos que me fazem distanciar de qualquer coisa que venha da índia. Enquanto um lado, muito espiritualizado, busca a ascendência, o outro lado (calcado completamente no egoísmo das castas) pisa sobre tudo. Penso que é um povo que mesmo sendo um dos mais antigos com relação a cultura e espiritualidade, ainda precisa evoluir muito para começar a engatinhar no que faz referência a convivência pacífica e harmoniosa.

Já quanto ao Budismo, este me atrai bastante, mas também há que se levar em conta os desmandos quando se pensa nas diferenças entre os sexos. A mulher ainda é extremamente oprimida na maioria dos países de cultura Budista.

Deixando tudo isso de lado, e levando em conta o que você citou no texto, penso que não exista verdade maior do que aquilo que está escrito. A convivência pacífica e não gananciosa, o respeito aos limites (todos eles), o autoconhecimento, a gentileza, o sorriso, a tolerância... enfim, cada uma dessas coisas é um ingrediente básico para o pão nosso de cada manhã. É esse pão que sustentará nosso corpo/espirito para a árdua caminhada de cada dia. Pode-se errar nos ingredientes, claro, mas há que se aprender com o erro para, na manhã seguinte, preparar o pão até mesmo com ingredientes faltando.

O alimento da alma vem, sim, das materialidades. São essas materialidades que ensinarão ao espírito o valor de cada coisa.

Não nascemos sabedores de tudo. Precisamos aprender, e aprenderemos errando. Sim, errando. Não há que se ter medo de errar, pois somente assim é que adquiriremos discernimento. Porém, precisamos saber assumir nossos erros. Nessa hora, a postura que tomamos é que indicará o que somos e, muito mais, o que queremos e até onde estamos dispostos a crescer espiritualmente.

O erro é um dos ingredientes básicos do acerto. Cabe dizer, então, que erro e acerto são farinha e fermento do pão que sustenta nossa essência. Yin e Yang alimentícios da alma.

Não fique braba comigo, menina, mas tem mais uma coisa que me chamou a atenção. É quando você pergunta quanto disso tudo temos "praticado"...
É que quando praticamos, tudo ainda precisa ser mecanicamente pensado. Prefiro cultivar, pois assim, plato tudo isso em mim. E se a colheita for farta, ainda sobra para distribuir àqueles que precisarem.

Meu melhor presente é pensar numa vida ao seu lado, Samara. Teu amor é a o que me movimenta, o que me impele para frente e me sustenta.

Amo, amo, amo, amooooo você, menina.

Marcio

Mariana Neves disse...

Pensamento lindo, profundo.. Vou reler e reler, faz bem à alma. Beijinhos**

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