15.8.14

É presente e é do bem

15.8.14
philipp nemenz
♫'flores na cabeça
nossos pés descalços
nossa vida toda
de paz e amor.'♫

-nenhum de nós-

Um comentário:

Crônicas de Areia disse...

ENQUANTO NADA SE CRIA, NÓS TRANSFORMAMOS AQUILO QUE NOS BASTA

Pensei que quinhão
era rima certa pra pinhão.
Um flerte, no vento verde,
e um cisco no olho,
um tesouro que aponta na proa.
Um furacão que vem,
um marulho barulhento
que cega os ouvidos e o ego,
esfolando a mandinga que me guia.
Quinhão não é rima,
é quantia mínima de odonatas no candeeiro.
Pinhão não nasceu pra ser rimado,
mas alimentado num campo cansado.
Vi que a popa guia um quinhão de mandinga,
esfolando a rima prima dos ouvidos marulhentos,
enquanto o barulho do pinhão flerta o campo mandingueiro.
Um furacão cego
rima com um tesouro cansado,
que aponta como cisco no verde do meu ego.

E quinhão rimou com pinhão.
A mandinga continua lá,
em plena proa,
guiando as odonatas para dentro do candeeiro.
Os ouvidos, antes cegos,
agora não passam de pregos,
surdos pelos ciscos que lhe entopem as narinas.
São ruínas onde o vento flerta com a maresia,
fazendo barulho
enquanto o marulho se levanta em furacão.

As odonatas? Voaram para um lampião maior.
Porque candeeiro já não lhes cabia mais.

E assim, nada se cria,
sequer um verso precisa de palavras novas
para dar um significado velho
num ritmo renovado daquilo que se quer ler.
Tudo se transforma
se reborda em agulhas que já são tortas,
ou em canetas de pontas mornas
recarregadas de tinta nova.

Que bom.


E eu te amo, minha pequena, minha menina linda e travessa. Te amo, Samara.
Amo, amo, amo, amooooo.

Marcio

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