15.7.14

Das inteirezas

15.7.14
weheartit
Seu corpo,  meu casulo. Que não me pretende o voo. E se já não me arrependo aos séculos de todos os crisântemos,  o meu pudor são gaiolas a que não me presto tal trabalho, porque é somente nele que me  abrevio sem remorsos. 

Meu cheiro carrega signos que não amordaçam desentendidos e de relapso ensandecido, constrói e aflora, teso. Sou toda flor das tuas esperas, das eras é só pra ti que exalo o meu real perfume.

Quem tem um amor,  tem um inteiro de metades frouxas e dissimuladas por aí. São sentidos que não podem ser podados, encurtados, abortados. Quem amor se faz, insacia. Indivisível a entrega se torna, consome e é consumida, m.i.n.u.c.i.o.s.a.m.e.n.t.e. Não se permite ao bom trato das prudências, é negligente com o resto do mundo que não a comportar, inteira. Nunca  em migalhas e ser pela metade, ainda é um ato falho.

Do total aperto dos abraços, enlaça-se os centros. Dos meios,  os vazios preenchidos. Que não me dissimule diante do incerto, as minhas asas sob teus ombros avulsos. A minha nudez é essa abusada inteireza poética que só se constrói quando vai ao teu encontro.  A minha integridade é de fora pra dentro, que só se completa com a tua chegada. É desaforada! E me compõe, sem despedaços.

Atrevo-me a ser todos os teus lados, inclusive o avesso. Ser teu encaixe sem arestas mansas e ainda assim, ser tua mansidão. Tudo que completa é abusivo e não desintegra, soma. Ama e cuida, sem corromper-se.  Exatidão incompreensível e por ser assim, é imensurável à qualquer matemática.

Não sou casa sem telhado, sou tua (na)morada  ―  essa que também  me habita em tantas outras de mim, inteiras. Dessas que só você conhece bem e as têm. Dessas que nos cabe, em concordância com a luz dos cômodos. E sei do quanto de portas nos convidam, sem dobradiças. Nos atiçam e nos atravessam, sem rangeres. É lá que te caibo. Do teu mar dentro do corpo, eu me padeço sem trincar, eu me salgo.  Meu esparramar é um desperdício pleno e sem remorsos. E sem lacunas, me salvo. Te devoro. No teu amar eu me demoro, e não findo. Não me omito, não minto em querer sempre um muito mais.

│Samara Bassi│

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Um comentário:

Crônicas de Areia disse...

"Samara Bassi é meu motivo para amar viver, para amar meus sonhos, e para me fazer ir SeMpre em frente. SeMpre. Unicamente porque eu amo desmedidamente essa mulher. E se existe um antídoto para esse amor que sinto, seja por ela ou por meus sonhos, eu dispenso. Porque ela é meu sonho de futuro, presente e passado.".

Este é um trecho, exatamente o fecho, de um texto que acabei de escrever. Irá ao ar logo mais. Amo externar o que sinto, adoro mostrar o quanto amo. É algo que não cabe em mim.

Um ano se passou. E em um ano, aprendemos que a distância pouco importa para aquele que vive a vontade de amar e de ser amado. Temos necessidades a serem supridas, mas o tempo, esse que tanto maltrata, ainda vai favorecer nossos afoitos desejos de futuro.

Um ano que te namoro "oficialmente". Mas te amei antes mesmo de você saber que eu existia. Te amei antes. E por mais que a trajetória da conquista tenha sido um tanto demorada, foi um caminho que percorri de peito aberto, sempre, SeMpre acreditando no meu sonho de te ter ao meu lado.

Este é apenas um pequeno comentário. Logo volto para te namorar mais um pouco, aqui neste texto lindo.

Eu te amo, minha linda Samara. Eu te amo, minha menina travessa e linda.

Marcio.

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