17.6.14

Mantra

17.6.14

♫'aí a gente aperta o passo/dobra aquela esquina/esquece aqueles que um dia/nos fizeram tão mal'♫
-compositor: pélico-

Um comentário:

Crônicas de Areia disse...

E se assim, num dia em que a magia das cores dominou os olhos, a imagem se fizer em preto, branco e tons de cinza num violão que já foi alaranjado, será preciso galgar aquela escada esquecida num canto.
O pranto já foi doce, rouco num voz suave. Redondilhas nem sempre foram versos, inversos de uma rua de mão única. E o espelho, minha cara, não é feito apenas de vidro polido. Até um chão limpo reflete o que existe por baixo da saia.
Faz festa na feira, naquela mesma que está na esquina de quem tanto te fez mal. As pessoas passam, mas a rua fica, cruzando sempre as mesmas quinas apressadas em suas vias apertadas.
Sombras não são presenças sinistras. Não. Pelo contrário. Elas são a ausência de tudo, inclusive de luz.
Faça amor, sinta a dor do gozo, regozijo de saudades desbotadas em novas faces e corpos. Faça música onde existe surdes, ou se cale em protesto a tantos trancos que teus barulhos provocaram ao paladar. No vento que sopra oposto, tuas ondas sonoras se propagam para trás. Ande para a frente, calada, ou se vire para o passado. Mas faça teu grito calado ser ouvido. Ou suprimido para que, adiante, você possa ao menos sussurrar em algum lugar quente dentro de alguém.

E aquela escada está lá, sem poder dançar ao som do rapaz que, ainda sentado, já viaja o mundo em pensamento. Não deram asas para a escada. E mesmo que ela tenha degraus e pernas, ela não sai do lugar por você. Escale-a. Suba.


Fiquei imaginando nós dois, Samara. Escutando essa música, com um cadim de frio, cobertor, uma janela respingada pela chuva fina e um bom vinho.
Adorei.

Te amoooooooooooo.

Marcio

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