7.4.14

ABRILhantar

7.4.14
weheartit
Foi céu que se fez Abril. Se Abril em flor já tão dormida de outros céus. Se floreou, germinou. Abril sorrisos de bem querer, de sim, de fim de tarde. Se fez alarde no meu olhar. Meu céu Abril o quintal mais vasto e farto de estações e como mansões, fez morar meu voo desprendido de asas. E dentre casas que me abriram portas e mais janelas, só pra ela, ciranda do meu soprar rodopiar na pluma mais de um milhão de céus de Abril. Brilhou meus olhos, me perolou.
Levitou semente que já floriu.
E quando me riu...
Me Abril.

│Samara Bassi│
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Um comentário:

Crônicas de Areia disse...

Eu li, re-li, repliquei meses e meses de saudades em mim.
Recorri, por fim, a uma lista interminável de sensações. E todas elas só tem um endereço: teu cheiro entrelaçado em meu abraço.
Descobri esquinas não dobrados, becos não visitados e ilusões de voos desperdiçados por asas que não se abriram.
Abriu. Abriu sim. Abriu o peito neste abril, tão perto de junho, de julho, agosto... ao meu gosto. Ao teu gosto.

Descobri temperos que nem te mostrei, e prazeres do suor que, por um descuido do tempo, não consegui te lambuzar.
Janelas são o nosso fetiche momentâneo, isso enquanto não azeitarmos as dobradiças da porta e não rodarmos aquela saia no ensaio do banco do carro.

E escrevi. Escrevi muito e sem noção desse velhaco, desse safado e canastrão chamado TEMPO. Então, em tempo, sobrepujo os levantes do vento e sopro na tua direção.

Repito aqui o que você mesma me disse, com total razão e emoção. As palavras são tuas, mas a emoção é nossa, SeMpre:

"Não é preciso dogmas pra explosões e implosões sem rastros, sem dores.
Só há de ter caminho e companhia... pra ser templo em cada esquina.
E pó!".

E você é meu templo, seja de adoração, seja de perdição. Sim, perdição, pois o que mais amoooo é me perder em você, Samara.

Amo você. Ontem, hoje e pelos dias e noites de um instante qualquer em que o universo respira presente e onipotente. SeMpre.

Marcio

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