6.12.13

Essa coisa toda dela

6.12.13
Colorimos
Ao nascer, plante um sol. Ao entardecer, regue as rosas, e na noitinha, respingue seus incensos pela cunheira da próxima manhã.
Não passe pela vida. Viva ela.

Traga seus temperos em um saquinho amarrado na cintura. E sempre que necessário, tire o gosto insosso dos inversos que te habitam.

E no fim de seu ciclo, volte lá, onde plantou seu sol, e colha seus frutos. Pedaços fartos de suas saudades, de seus caminhos percorridos, idos e vindos. Amadurecidos e saboreados em cada instante dos seus momentos menos percebidos.

Não existe uma receita para adoçar os alimentos do destino. O que há é a perseverança em prosseguir, e a certeza de que o sonho de ser feliz é seu fermento, seu linimento.

Quer saber, menina?
Bonito mesmo é esse jeito alquimista de ser. Esse mesmo que faz a gente sonhar o que não existe, e ter o que se pensa impossível.
Bonito mesmo é esse jeito de construir castelos em cantinhos, de morar em ninho de passarinho.
Bonito mesmo é poder ser meio criança, meio adulto, sem medo das culpas e das proibições.
Bonito mesmo é amar sem hora pra dormir, e beijar muito na hora de acordar.

Bonito mesmo é esse teu jeito assim, de balangandã balançando em balões de vento. Jeito despojado de ser bonita. Jeito inocente de ser mulher atrevida.

Bonito é teu beijo. O resto... a gente finge que é pão-de-queijo.

"Doce bom é teu beijo. Não há tabuleiro que dê sabor igual.". 
PS.: frase citada pelo autor em comentário no Facebook.

│Marcio Rutes│

*publicação autorizada pelo autor. Conheça mais de Marcio Rutes em seu blog: Crônicas de Areia.
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2 comentários:

Crônicas de Areia disse...

"Abençoadas sejam as lágrimas, o sal, o tropeço, os erros, o pisar em ovos."
-por Samara Bassi, em ACEITA - quintaldeafetos.blogspot.com.br - 20/11/13.

Quem sabe eu queira ser um tanto formal, pois penso precisar ser assim para me mostrar isento de sentimentos para comentar o o que você deixou aqui, Sam, nessa junção maravilhosa, e que só você encontra, nas minhas palavras.

Mas a formalidade jamais expressará a intensidade dos meus sentimentos.

Difícil é saber o quanto sentimos até ter alguém que receba tudo isso e demonstre, verdadeiramente, o quão bom foi receber tudo o que damos. Foi preciso que eu passasse quatro décadas aprendendo a procurar para, assim, perceber que aquilo que eu tanto buscava estava ali, ao alcance das minhas palavras de súplica. Encontrei você.

E sabe, menina, já nem sei se no dia 05 de dezembro de 2010 chovia ou fazia sol! Isso tem importância? Talvez tivesse na hora de compor versos, mas não para o coração. Para ele, o que importa é o que ia em teu peito, no teu coração. Talvez, naquela tarde, existisse lua! É. Isso é importante sim, pois foi para a lua que eu tanto implorei um amor, um alguém que me escutasse, me entendesse naquilo que meu coração queria cantar.

Aprendi a me entender te lendo. Mais. Aprendi a me perdoar deixando tuas palavras me invadirem e, ao gosto delas, dar um banho em minha alma.

Foi te lendo que vi a dimensão real do meu quintal/jardim. Tão grande que era tão fácil de me perder, mas ao mesmo tempo tão pequeno, que eu tropeçava naquilo que buscava e sequer percebia, isso frente a cegueira que eu próprio me impunha.

Tanto falei em tempo, em saudade, em amores arrebatadores, que não notava o quanto eu desconhecia tudo isso. Foi preciso te conhecer, ou melhor, te reencontrar, pra entender que tudo aquilo que eu conhecia não passava de mera especulação dos meus sentimentos. E doeu um pouco quando reparei que precisaria tornar platônico aquilo que já brotava em mim no princípio de nossa “conhecência”. Sim, menina. Me apaixonei por você de pronto, mas não à primeira vista, mas sim “à primeira palavra”, e que veja só, foi tua.

continua...

Crônicas de Areia disse...

...continuação.

Saudade não tem gosto amargo. Saudade tem gosto de pastel de palmito na praça da República. É. Tem sim. e te desafio a me provar que não. Saudade é um balão, que esgota o ar do peito e cresce, cresce, cresce... até que sobe e some. Ficamos sem ar e sem nada nas mãos, porque aquilo que esta nas mãos foi para longe. Assim é a saudade.

E tem mais, menina. Esse tal “tempo”, esse mesmo que por inúmeras vezes taxei de carrasco, no fim das contas foi mesmo é um belo aliado. Não para mim, mas para você. Claro. Ele me ajeitou, me ensinou, educou e preparou. Me preparou pra te receber. Eu, que tantas vezes fui impetuoso, acelerado, temperamental em excesso (nisso o tempo não me curou muito), desnorteado, e tantas outras coisas, fui amansando com o tempo, e vendo o que eu ia deixando pelas beiradas. Hoje, entendo que meu mundo não é mais um planeta isolado numa galáxia ao norte de um sol que teima em nascer ao sul. Não sou. O que sou é um homem que se rendeu a uma paixão que me envolveu e devolveu a vontade de continuar.

O que eu posso te falar, menina? Todas as minhas palavras, quem sabe, já foram ditas, e vou ter que começar a repeti-las, realinhando-as e rearranjando frases. Mas, e o que é o amor senão a repetição de gestos de carinho e afeto pelo tempo eterno em que dure o sentimento?

Então, o que posso, e mais sei e gosto de dizer, é EU TE AMO, SAMARA. Te amo hoje como já te amava lá quando nos conhecemos, e também como te amarei pelo SeMpre.

Somos teimosos, não somos? Batemos o pé e dissemos que seríamos felizes. E somos, mas seremos bem mais. Pode acreditar.

Marcio

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