13.7.13

Fazendo (c)asa no sentimento

13.7.13
No todo dia o sol é alto e quando a pino, faz piano de domingo. Aponta a ponta daquela estrela que mais vasta de encanto é cadarço costurando sóis. Ela gosta dessa forma desajeitada de sair contornando céus pra chegar em algum lugar. 


[constelação é o sentimento fazendo casa por dentro da gente]


Saiu consolidando risos móveis e no seu tropeço rotineiro, começou a remodelar o semblante de antes apenas mudando de lugar sentimentos antes tão 'teimóveis' e um tanto quanto embolorados de uma felicidade criada, sem nunca chegar. Espelhando chãos de estrelas, recolorindo as janelas com uma nova paisagem e das cortinas, trocou a cor pro sol vir mais bonito na fresta da janela, aquecendo todos os (in)cômodos.

E mesmo que seja de passagem esse caminho novo, ela sabe que já traz  n'alguma  mensagem ou bilhetinho embrulhado com perfume de novidades, esse acontecido jeito de guiar além do que se vê. Que seja ainda, voo reaprendido e nunca reprendido. Que viva mais, muito mais além de uma vida inteira na eternidade daquilo que tiver que durar, casa e telhado. Asa e abraço pra poder sempre encontrar ou, quem sabe, ser encontrada todo dia num riso espreguiçado por um olhar de céu, todinho faceiro e risonho logo ali,  ao lado. Bem aqui, tão dentro.
Ele, tão e todo (m)eu.
│ Samara Bassi │

Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor by Milton Nascimento on Grooveshark

3 comentários:

Crônicas de Areia disse...

Um sol menino se viu, certa vez, sem destino. Sem semente e sem hino, ia sem tino e traquino, mas vazio de si mesmo.
A esmo, escorregava pelas beiradas de um céu pequenino. Tão esquisito aquele cincerro das porteiras celestes, que ele quase larga mão de seus vãos de areia de rabo de cometa. Talvez aquilo fosse seu confete colorido, ou uma goma de pratear cabelo de estrela cadente.

--Estrela cadente tem hálito de hortelã! --pensava o sol menino, enquanto fazia o maior escarcéu pelo céu.

Mas, menina. O sol menino cresceu. Cresceu e ardeu, tal qual um arrebol entre luas desmedidas e impedidas de amar. Ele não. Ele queria era a estrela-guia do peito da moça faceira, lá da beira daquela vila brejeira.
Lá foi o sol menino, caíndo de mansinho nos braços da menina que, de tanto apontar o dedo pra estrela, ficou encantada quando viu um sol somente dela.
Sabe o que ela fez? Desistiu dos contos de fada e num último soluçar de sonho, como princesa que transforma sapos em príncipes, ela beijou o sol menino.

Você poderia até sonhar o restante dessa história, mas imagino que você prefira vivê-la, não é Sam?
Mas eu te conto. Hoje, a menina e o sol, que ela transformou em cavaleiro da távola redonda, saltam entre estrelas celestes, colorindo tudo feito aquarela.

Samaraaaaaa.... amei tuas palavras.
Bjs, menina.

Tallita Monteiro disse...

Que lindo....as vezes é tudo q isso precisamos uma repaginada....um vôo uma casa...


Bjsss

Nilza Amadeu disse...

Querida Sam,

sempre fico muito feliz com sua visita!!!

te desejo um dia iluminado.

bjus

Nilza

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