15.1.13

Porta retrato

15.1.13
Imagem: Weheartit
é agora que a chuva chora na minha vidraça
e me conta crônicas do seu tempo sem endereço.
eu, continuo desfolhando dias genéricos e num gole de vento,
tomo como pílulas
o descalçar dos passos
e das folhas secas,
que dançam tango
no quintal das minhas lembranças
e cantam hoje, o inverno
das minhas saudades sem memória.

│ Samara Bassi │

4 comentários:

Jeferson Cardoso disse...

Oi Samara! Linda postagem! Como escreveu o grande Rubem Alves: “Parece estranho, mas o fato é que memórias são também objetos que acumulamos. Estão guardados em nosso tesouro.”
http://jefhcardoso.blogspot.com lhe espera. Abraço!

Be Lins disse...

Tua poesia tem a melodia das tardes que guardam lembranças boas de lembrar. Lembram um passeio à beira mar.

Lindo!

Teresa Cristina Martins disse...

Oi Samara, as minhas saudades tem tantas memórias...e são fortes e são emocionates, mas às vezes nos faz chorar como a chuva na vidraça! Beijosss

ValCruz disse...

Por vezes sinto essa saudade não sei do que? (rs) Sempre rico teus textos.

Bjo.

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