5.12.12

Poemeto para pés pequenos

5.12.12
Imagem: Heidi Benser
e meus olhos
traçando esse rosto
já com imagens de adultice,
são na verdade,
bolas de gude que brinco de olhar
pra lá e pra cá,
feito criança mesmo que brinca com pedra e,
brincando de ser feliz na realidade dos seus dias mais cinzas, 

mais agridoces, 
mais incomuns.
[e quando crescer, criança;  saberá que as pedras não falam, mas contam histórias de rolar riquezas... naquela ladeira abaixo.]


│ Samara Bassi │

2 comentários:

CamomilaRosaeAlecrim disse...

Que lindo e profundo pensamento!!! Parabéns!
Bjs e boas energias nesta quinta-feira!
CamomilaRosa

André disse...

Fazer poemeto parece fácil, mas não é. Falo de bons poemetos, naturalmente. Ele deve sintetizar uma idéia ou sentimento que, às vezes, não conseguiria ser totalmente dito em textos bem maiores. Aqui, a síntese não é pejorativa, mas necessária.

Daí o porque do meu apêgo – já antigo – aos poemetos da lírica japonesa, em especial o haikai ou haiku. Neste teu poemeto, minha amiga Samara, a imagem dos olhos-bolas de gude é mais que feliz, ela transcende a idéia poética para se tornar mesmo uma idéia visual. Excelente!

Teu poemeto brilha que nem pedra, e rola, sai contando histórias ladeira abaixo.... para encanto maior de teus leitores, crianças ou não.

Meus parabéns, querida Samara, meu carinhoso abraço, e votos de um bom domingo, boa semana.

André

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