| Imagem: Noah Markus |
Se é vento o homem que sopra seu próprio destino, como dizer então dos traçados impostos e que nos cercam quando tentamos nos desviar das curvas, das amarras nos tornozelos, das ilusões dos nossos próprios delírios oculares?
Sinto meu oásis nesse deserto de opções e ainda assim, como quem guarda uma carta na manga, guardo um tesouro que dita o meu próprio amanhã, num garimpo de beiras e beiradas sem passos e sem chegada. Só para amanhã de manhã.
Será que despenco diante dos olhos, naquela minha distração breve, de cílios e de tempo?
│Samara Bassi│
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