20.9.12

Fértil

20.9.12
Weheartit
Minha estrada, até que às vezes não tem pó de terra, nem guerra entre as horas minguadas do meu olhar. Não tem espelho d'água refletido e invertido no peito, afogando mágoas de reverter instantes. Minha terra é espera, germinada em tuas mãos, em teus olhos, teus sabores, teu colar de flores desembrulhando outonais, adormecidos de veraneios frescos e docemente ardidos, perdidos por entre os lábios teus.
                                                           │Samara Bassi│

2 comentários:

Sertaneja disse...

Ótima leitura.

Eu Adoro o seu blog.

Bjo, bom final de semana.

André disse...

Tuas férteis letras, querida Samara, entrelaçam o espontâneo que tem uma declaração afetiva através de um bilhete, de uma carta, ao conteúdo mais lírico que pode ter a poesia. É admirável como misturas essas duas expressões de maneira original, única.

Ando arisco das letras por esses tempos, mas, sempre que posso, venho aqui dar uma olhadinha nas tuas. E admirá-las, naturalmente.

Um grande abraço, minha amiga, e um bom fim de semana.

André

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