Sabemos todos de que às vezes, é preciso germinar noutro lugar. Ser semente, se dispersar, ficar à deriva como pluma que não faz paradeiro único apenas em terra firme, nem somente em braço de vento.
E não há pranto algum.
Porque agora estou aqui - em branco, nesse pouso brando que, ainda bem, nunca me acostumei a viver sem.
Estou aqui, (quase) em paz.
Assim, me germinando e (re)florescendo. Me desmanchando pelo caminho.
É. Acho que nunca te contei que sou asa.
Faço aqui agora a minha casa. Que também é sua e acaba sendo nossa. Sejam bem vindos. E não esqueçam: venham sorrindo.
│Samara Bassi│

4 comentários:
↓
Sê... mente voa, cria, produz e diz!
:o)
Que lindo isso Sam. E acolhedor! Bj
Cheguei sorrindo por ter encontrado o teu novo cantinho.
Bjsss
Quem sabe somente ser asa não seja o suficiente.
Quem sabe o branco já não satisfaça mais a alma.
Quem sabe andar pelo chão seja hoje uma opção mais tranquila.
Mas de algo tenho certeza. Vale a pena não esquecer como se voa, assim como manter aquele lenço branco para acenar ao vento. E vale ainda mais a pena ter as asas sempre contigo, pois em alguns momentos essas asas servem especialmente para cobrir àqueles que amamos.
Jamais teremos a paz completa, mas sempre poderemos ter esse ímpeto de buscar a plenitude e de querer correr pelos campos floridos. A paz não está no coração aquietado, mas sim no coração que sorri, que se completa com outros olhares e que se entrega à vida. A paz não mora no espírito, mas sim nos caminhos pelos quais percorremos e onde aprendemos que essa paz é justamente um conjunto de pequenas coisas que aprendemos ou fazemos.
A paz não brota de você, mas sim te envolve. Então, menina, se atire pelo caminho assim mesmo, sem medo e sem dor. E se os pés doerem em algum momento, senta ao chão e me chama, que nós ficamos por ali, descansando os pés e tendo dois dedinhos de prosa. Os pés, com certeza, não curarão de imediato, mas aquela nossa vontade de conhecer o mundo só vai aumentar, com certeza. E com isso, tenho certeza de que as dores se tornarão secundárias.
Sam, menina linda. Beijos pra ti, mocinha.
Marcio
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